terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Especialização em mídias na educação para ensinar geografia.


Este texto tem como base os estudos realizados no Programa de formação continuada em mídias na educação. O programa é uma parceria firmada entre a Secretaria de Educação a Distância – SEED/MEC e Universidade Federal do Rio Grande, através da utilização do seu Portal Educacional E-PROINFO. O resultado dos estudos aponta a relação existente entre a utilização das mídias e o ensino da geografia, para uma prática efetiva na sala de aula, aplicada aos diferentes graus do ensino, fundamental e médio.
Ensinar geografia demanda a utilização das mídias educacionais, com a adoção de outras metodologias de ensino e aprendizagem. É um ponto afirmativo em projetos de estudo, que contemplem as mídias que se integrem à prática pedagógica. Para isso é fundamental que o professor tenha conhecimento das tecnologias disponíveis e de suas potencialidades como instrumento didático. 
O foco central da pesquisa está no uso das diversas mídias (rádio, televisão, material impresso, sítios web), para clarear e dar um rumo alternativo, junto aos sujeitos do ensino e aprendizagem da Geografia, neste tempo em que as tecnologias de comunicação e informação evoluem diariamente.
A Geografia aliada às mídias é ainda um desafio para o professor do ensino público, mas deve ser superado para contribuir na aprendizagem integral em conexão com o mundo globalizado atual, tornando assim, as aulas mais dinâmicas e agradáveis, possibilitando todas as formas de conhecimento na prática pedagógica. É também um desafio por que no período atual de expansão da Internet, inovar representa um risco inevitável, que profissionais e instituições precisam enfrentar. A internet representa uma inovação que influencia e condiciona o permanente processo de atualização. Nesse caso, o professor deverá sentir-se seguro para relacionar o conteúdo trabalhado, com as mídias e os recursos tecnológicos disponíveis.
É importante destacar que a utilização do potencial tecnológico, no ensino da geografia, esbarra na dificuldade de aprender o como fazer, e no esforço necessário de melhorar a infra-estrutura local. Eis a questão: o que fazer para inserir professores e alunos nesta dinâmica de mundo; principalmente àqueles que resistem ao uso do computador? E quando as escolas não oferecem infra-estrutura necessária para ingressar na sociedade da Informação?
 Um sujeito alfabetizado é aquele que sabe ler o que está escrito e o que está implícito, utilizando as informações para a sua vida. O aluno do futuro pode se tornar um analfabeto funcional se não souber ler, as imagens e, as informações que circulam nos meios de comunicação. Então o presente trabalho é uma proposta aos professores de Geografia para que reflitam sobre a importância e o potencial da utilização das mídias no processo de construção de projetos didático-pedagógicos.
As mídias podem ser utilizadas de forma integrada (rádio, televisão, impresso, sítios web), e a formulação destes projetos, de ensino-aprendizagem, devem estar voltados para o desenvolvimento de competências e habilidades, tornando as aulas de Geografia mais dinâmicas e agradáveis, com as quais os alunos do ensino público, se sentirão instigados, curiosos e capazes de ler e entender o atual mundo globalizado.

Neste link é possível acessar ao trabalho de conclusão de curso. DO GIZ AO NOTE BOOK GEOGRAFIA ALIADA ÀS MÍDIAS: UM DESAFIO PARA O PROFESSOR DO ENSINO PÚBLICO.
http://nead.riogrande.ifrs.edu.br/midias/Ciclo%20Avancado%20-%20(2009-2010)/POLO%20CHAPECO/Raquel%20Marmentini.PDF


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Sigo investigando o universo “eu” e os multiversos “eus”.


Sou professora de geografia desde 2005. Antes disso trabalhei em outras atividades. Desde o primeiro emprego, como digitadora em uma empresa de processamento de dados, foram várias outras experiências em corretora de valores, banco comercial, empresas de publicidade, de turismo, de confecções, de cosméticos, tanto na parte comercial e quanto na administrativa. Sempre buscando aliar o trabalho aos cursos de formação pelos quais passei. Iniciei curso de administração de empresas. Mudei de cidade, mudei de curso. Iniciei outro curso: Turismo e Hotelaria. Consegui aproveitar os estudos do curso anterior.
Estou revivendo as memórias da década de 1990, período de muitas mudanças na economia do país. Hoje consigo entender melhor esse período e as situações vividas por mim e por tantos outros. Foi uma década que desestabilizou uma grande parte da população brasileira. Muitas empresas no intuito de reduzir despesas optaram por demissões em massa. E os que tentaram se tornar pequenos empreendedores levaram a pior quando os bancos cancelaram todas linhas de crédito. Entre tantos altos e baixos aqueles que antes tinham oportunidades de trabalho ao sair de uma empresa, neste momento foi se afunilando e a exigência cada vez era maior. Já não haviam mais oportunidades para pessoas sem formação superior.
Foi então que surgiu a decisão de voltar para a universidade e a opção pelo curso de geografia. Essa decisão aconteceu após um curso técnico de guia de turismo, num encontro apaixonante com um livro didático de geografia do ensino fundamental. Quando me deparei com todos os conteúdos que a geografia estaria abordando na escola fez brilhar o meu olho. Em uma reflexão entre eu mudar de cidade novamente e concluir o curso de Turismo e Hotelaria e o curso de geografia oferecido na universidade da cidade onde eu residia, optei por permanecer na cidade e cursar geografia, que neste período, início dos anos 2000 oferecia uma grade curricular com ênfase em turismo. Fechou. Consegui aproveitar vários componentes curriculares e conclui o curso em menos tempo.
E deu super certo. Este tempo que ganhei me deu oportunidade de fazer o concurso para professora da rede pública estadual de Santa Catarina. Passei no concurso e estou na mesma escola ensinando e aprendendo conteúdos da geografia, da sociologia, e do universo da educação escolar. Muitos desafios. Muitas alegrias. Muitas realizações. Sou encantada por ser professora de geografia. Sou uma buscadora curiosa pela ciência. Os estudantes me motivam a seguir nesta busca. O mundo segue sua evolução. Os mapas da antiguidade são desenhos abstratos comparando-os com toda tecnologia atual.
O movimento de um observador consciente se expande cada vez mais para fora do planeta. Olhar-se de fora, perceber a trajetória cíclica, impulsiona o pensamento para o alto, e novos questionamentos provocam a curiosidade. Professora de geografia que aprendeu sobre as teorias que explicam o surgimento do Planeta Terra, o tempo geológico, o surgimento do homem e o tempo histórico, as relações entre as civilizações, todos estudos e descobertas relatadas pelos cientistas, astrônomos, matemáticos, físicos, filósofos, historiadores, geógrafos... tudo é muito grandioso. Seguir toda evolução vai além da capacidade racional.  
Diante disso minha curiosidade também se expande. A física quântica está trazendo outras teorias que colocam num degrau abaixo tudo o que já se confirmou sobre o que aprendemos. O questionamento agora é: Você já pensou que nosso universo pode ser apenas uma pequena parte de um enorme multiverso? Eu que preferia histórias da vida real, essa provocação me leva para a ideia de uma série de ficção científica de gosto duvidoso. Mas não é não. O livro Ponto de mutação, de Fritjof Capra, foi o primeiro que li sobre essa mudança de paradigma. E na verdade é uma teoria científica que está ganhando cada vez mais força.
Atualmente, por intermédio da internet temos acesso aos novos físicos teóricos que, baseados na física quântica e em outros princípios como a teoria das cordas, propõe novos olhares para o universo. Eles acham que há vários universos desconectados, chamados de bolhas, os quais formam um todo, denominado de multiverso. Essa situação e a quantidade de energia escura que o nosso universo tem, torna a teoria dos multiversos mais provável. Se a teoria do multiverso for real essa quantidade de energia não só se torna explicável como é inevitável.
Ou seja, se a teoria do multiverso prega que o universo em que vivemos não é o único que existe, e tudo o que existe no planeta Terra está em sincronia, o universo “eu” pode ser apenar um entre um número infinito de universos que compõe o multiverso “eus”? Sigo investigando, registrando e os convido a fazer o mesmo. Vamos expandir a consciência? Até imagino que você esteja duvidando da minha lucidez, mas embora a ideia realmente pareça algo saído da mais barata ficção científica, há uma física bastante razoável por trás dela. 

sábado, 13 de janeiro de 2018

Infinitas possibilidades...são muitos os caminhos a percorrer.

Alegrias, alegrias, alegrias... são muitos os caminhos a percorrer! São infinitas possibilidades de descobertas, de encontro de eus e de multidiversidade em todos sentidos de uma vida consciente, e de uma consciência desperta. Estamos entrando em um novo ciclo – início de um novo ano no ocidente, início de uma nova era, e em momento de transição planetária.  Individualmente, o ciclo se renova, novas ideias, novos insights que podem ser compartilhados a partir de um talento único: escrever, poetizar, comunicar.
Um novo ciclo se inicia também junto aos apreciadores dos meios de comunicação virtuais que me identifico imensamente. O propósito deste espaço é refletir sobre os mais variados temas que me instigam e me permitem outros olhares. Um convite a novas reflexões e interação com os leitores que se sentirem tocados e se propuserem a remexer inquietações, superar limitações e se voltarem para dentro de si mesmos.
Infinitas possibilidades amplia o espectro a ser abordado e me oferece um grande leque de oportunidades. Desde uma incursão pela área literária com poesias, que afloram a sensibilidade da observância interior e exterior, bem como aos assuntos relacionados à área educacional, uma vez que sou professora de geografia na educação básica da rede estadual de Santa Catarina, com mestrado em educação.  
Além destas áreas, outras ainda me sugerem temas interessantes de serem tratados em algum momento de inspiração ou de fatos sociais que permitam alguma intervenção reflexiva e que possa contribuir de alguma maneira com outras pessoas.
Para finalizar, sou imensamente grata ao tempo vivido, às experiências sentidas e ao universo que se descortina em consciência desperta. Deixo aqui o convite ao leitor: Se se sentir provocado e instigado a contribuir com novas reflexões, seja concordando ou discordando do assunto em questão, sinta-se à vontade para interagir e emitir sua opinião, desde que de forma educada e sem ofensa pessoal. Afinal estamos no mundo da informação e das ideias e para evoluir precisamos olhar, antes de mais nada para dentro de nós mesmos. Nada melhor do que uma reflexão consciente, depois de uma prática de respiração para centrar no pensamento no que temos de positivo como seres humanos.

Alegrias, alegrias, alegrias!!!!!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Investigando Multiverso - Eus paralelos

Escritora: Meu primeiro multiverso investigado. Meu primeiro eu paralelo consciente.
(03/10/2017 10h) 

A minha inquietude diante das coisas que observo em mim e no mundo não é de agora. Acredito que é das fases criança e adolescência, desde que me sinto gente pensante. Tenho lembranças de situações que não me deixavam confortável. Nesse tempo já costumava escrever sobre o que me provocava sentimentos desconhecidos, e que aos olhos de muitos era normal. Essa inquietude me afastava da convivência de pessoas por horas a fio. Queria estar só e resolver comigo mesma, abrandar as emoções. Seria curiosidade? Uma possibilidade que explica a trajetória da minha vida?
A inquietude deu origem ao movimento. No tempo infantil estive perto da natureza. Morava em uma cidade muito pequena, longe da sede do município. Um distrito. Aos 10 anos mudamos para uma cidade maior em busca de novas perspectivas. Aos 17 anos, em busca de um primeiro sonho, sai da barra da saia da mãe. Eu queria ser professora de educação física, devido ao meu envolvimento com os esportes escolares. Com esta idade e com certa liberdade estava morando na capital do Estado.
Mudança de ambiente radical. Tudo diferente. Uma grande cidade apresenta todas as formas, vários aromas e muitos sabores. Eu queria desvendar todos. Andava pelas avenidas e ruas estreitas, criava mentalmente os mapas por onde passava. À noite, antes de dormir ficava revivendo mentalmente os caminhos percorridos e construía novamente o mapa com o traçado das ruas. Será que neste momento o meu inconsciente já estava absorvendo todas essas informações?
Fiz vestibular no tempo certo, após concluir o segundo grau. Na década de 80 essa era a denominação para os estudantes secundaristas. Fiz cursinho preparatório para o vestibular em uma faculdade que oferecia o curso de educação física durante 6 meses. Para minha alegria, ao olhar o resultado no jornal impresso, meu nome estava lá. Essa lembrança é interessante pois não havia sensação de alegria, não comemorei nem vibrei pela conquista. Parecia um sopro no ouvido. E não deu outra. Uma semana depois recebi um telegrama da instituição que o resultado do vestibular tinha sido divulgado erroneamente e que era preciso olhar novamente a lista de aprovados.
Meu nome não estava mais na nova lista. Tentei saber o motivo. A explicação que deram é que deu erro na hora de digitar as notas e não haviam contabilizado as de 10 candidatos na primeira vez que divulgaram a lista. Decepção, tristeza, resignação. Não tinha o que fazer. Meu sonho tinha ido por água a baixo. No mesmo ano, tentei vestibular para o mesmo curso na universidade federal. Sem chances né. Naquele tempo as universidades federais eram muito mais concorridas. O acesso era somente por vestibular e as provas muito complexas para quem estudava em escola pública. 
Diante dessa situação, mudança de trajetória. Período de descobertas e de manter-se em movimento. As inquietações internas e as provocações ao observar a vida na grande cidade, tornaram-se hábito. Neste movimento entrei para o mercado de trabalho. Precisava me manter financeiramente e voltar o pensamento para o que estava vivenciando naquele momento.
As minhas observações cotidianas, os sentimentos e as emoções internas mais a cartografia da cidade e a sociedade me inspiravam e iam para o papel no formato de poemas. Escrevia e guardava. O resultado disso foi o primeiro livro, Lapidar o ser, publicado em 1998. Continuando a investigação do meu primeiro multiverso e do meu possível eu paralelo consciente, seguiram-se os outros livros publicados, sendo o segundo um complemento do primeiro, sob o título, Lapidar o Ser em nome de todos, publicado em 2001, o terceiro, Boné de Feltro Vermelho em 2007 e o quarto livro Um olhar feminino: Impressões, em 2010. Alegrias, alegrias, alegrias!


terça-feira, 19 de setembro de 2017

A sociedade se modificou e precisa se adaptar às novas formas de viver.


19 DE setembro de 17 – Refletindo...



A minha sensibilidade diante do mundo vivido é apurada. O que escrevia sobre as minhas observações e sensações a respeito das relações humanas me faziam muito bem, eu externava a partir de poemas. Em formato de poema, pois me era mais fácil aconchegar palavras linha após linha. Agora percebo que eram “insights”.
Observando e lendo o mundo agora, com minhas lentes aprimoradas para ver melhor, o que tenho perto e também, o que posso ver ao longe, retrocedo no tempo e busco os textos que escrevi a mais ou menos 30 anos atrás.
Aqueles sentimentos que eu coloquei para fora do meu peito, estrangulando a dor, hoje estão escancarados na sociedade em que vivemos. O preconceito continua. Eu sou solidária às dores dos outros e fico imaginando como deve doer a falta de aceitação de ser o que é.
A sociedade se modificou e precisa se adaptar às novas formas de viver. Precisamos superar o preconceito individualmente para fortalecer o coletivo. Pois mesmo não sendo homossexual, basta estar um pouco fora dos padrões normais, para sentir o preconceito dos outros em relação ao que você é. 
Aprenda a me conhecer e me respeitar como pessoa, que passarás a me admirar como mulher. (Lapidar o ser, p.11)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

POLÍTICAS DE ATRATIVIDADE DA PROFISSÃO DOCENTE: QUEM AINDA QUER SER PROFESSOR?


Luiz Carlos Lückmann - UNOESC Raquel Marmentini - UNOESC Grupo de Trabalho – Formação de Professores e Profissionalização Docente Agência Financiadora: não contou com financiamento 

Resumo A profissão docente há tempos deixou de ser atrativa. Número cada vez menor de jovens a procuram enquanto opção profissional. O problema se acentua naquelas áreas específicas, tais como, matemática, física e química. Os baixos salários praticados são uma das principais causas apontadas, mas não a única. Há uma série de outros fatores envolvidos nessa questão, tais como a precarização do trabalho docente, o desprestígio social pela carreira, ausência de políticas de atratividade mais efetivas, entre outros. Como desdobramento a essa problemática, observa-se estar havendo uma mudança em relação ao perfil dos estudantes que buscam a docência como profissão. O presente estudo traz para a análise e para o debate as políticas de atratividade da profissão de professor e sua capacidade de produzir resultados eficazes para a solução do problema. Dada a natureza do objeto em investigação, optou-se por realizar estudo qualitativo, analisando-se documentos e autores de referência na área, além de dados disponibilizados por órgãos oficiais. A análise oi feita com base em autores como Gatti, Brito, Louzano, Ristoff e Scheibe. O estudo permitiu inferir que, se de um lado houve avanços significativos no que diz respeito às políticas públicas de atratividade e valorização da profissão de professor, de outro, observa-se que tais políticas não têm sido capazes de tornar a docência uma carreira minimamente atraente. A ausência de um Sistema Nacional de Educação pode ser uma das razões da inexistência de organicidade de tais políticas. O estudo permitiu evidenciar, ainda, que a carreira docente vem se tornando uma opção para as classes C e D, cujos estudantes são oriundos, em sua maioria, de escolas públicas, conciliam estudo e trabalho, estudam em faculdades ou universidades particulares, são filhos de pais com escolaridade precária, mas que demonstram grande vontade de superação. Palavras-chave: Profissão professor. Políticas de atratividade. Perfil de ingressantes.

Artigo completo você encontra no link abaixo
http://educere.pucpr.br/p1/anais.html?tipo=2&titulo=&edicao=5&autor=RAQUEL+MARMENTINI&area=54

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sala de aula: Sociedade e Trabalho


Neste bimestre, nas aulas de sociologia, com as primeiras séries do ensino médio, o tema é Sociedade e Trabalho. Abordando o trabalho na sociedade moderna capitalista trazendo à luz do conhecimento as ideias de Karl Marx e a divisão social do trabalho, a coesão social de Émile Durkheim, e os sistemas Fordismo-taylorismo (formas de organização do trabalho).

Tais reflexões levaram ao entendimento das transformações recentes no mundo do trabalho, chegando ao questionamento sobre a sociedade salarial. O mercado de trabalho atual exige qualificação, e, a qualificação se inicia no ensino fundamental e médio que são base de toda a formação profissional.

Se a estrutura de um edifício é mal feita, a consequência é catastrófica. Podemos relacionar com as profissões escolhidas por alunos da rede pública de ensino? O que será dos futuros profissionais? Numa provocação bem pessimista: “O Brasil vai ruir se não houver pessoas competentes em todos os setores. O que vocês (alunos) esperam que possa acontecer em suas vidas?” Em outra reflexão após mostrar os índices apresentados pela imprensa de que o Brasil está em 6º lugar na economia mundial e ocupa o 88º lugar em educação - que disparidade! – questionei: Se tivessem que escolher hoje, quem escolheria a profissão professor? A única resposta que obtive foi SILÊNCIO. Nenhuma resposta entusiasmada: EU QUERO SER PROFESSOR!

Mais uma vez questionei: Por que ninguém se habilita? E as respostas foram unânimes: A profissão não atrai por que os professores estão desvalorizados e o salário é muito baixo. Isso todos sabem! Do doutor em educação ao professor menos qualificado. Das salas de aula ao Gabinete do Secretário de Educação/Governador. Do Secretário Municipal de Educação ao Ministro de Educação/Presidente. Então...

É consenso a ideia de que a carreira de docente não se torna atrativo para os nossos alunos, pois tem um estatuto social decadente, a formação fragilizada e a baixa remuneração. Uma profissão que não atrai os “bons” certamente será ocupada por aqueles que não tiveram opções melhores. Aqueles entram nas salas de aula, desmotivados e sem empenho, e não acreditam que podem. Por isso mesmo, já que “aqueles” não escolheram serem professores, mas foram social e economicamente escolhidos, provavelmente não farão diferença. Representantes políticos, administradores e gestores públicos o que estão fazendo para que este quadro seja alterado para melhor? Esta melhora precisa acontecer na base, na prática, na valorização da profissão PROFESSOR.  

 O resultado desta situação caótica de 88º lugar pode sim tornar-se um edifício cheio de rachaduras, ou, despencando, se não houver mobilização e pressão social, começando por quem constituí a maioria da população interessada (alunos e pais) na melhoria do ensino público. Caso contrário a minha visão pessimista tornar-se-á realidade nos próximos 20 anos. Quem precisa se preocupar com isso? Nossos jovens alunos que estão nas séries do ensino médio. Logo, logo estarão atuando fora da escola e o mercado de trabalho não perdoa. Alunos ainda há tempo para reverter esta situação.

 

Penso, logo existo?

  Penso, Logo Existo? (LAPIDAR O SER – 1998) Penso, logo existo? Existo? Então preciso pensar E produzir.   Bons pensamentos Perduram, Os ma...