quarta-feira, 25 de março de 2009

Mestre, por que me sinto inferior?

Certo dia um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mêstre, sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.
Ele então disse ao Mestre.
- Por que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me senti assim antes.
Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora? O Mestre falou:
- Espere, quando todos tiverem partido, responderei.
Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:
- Agora você pode me responder por que me sinto inferior?
O Mestre o levou para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:
- Olha para estas duas árvores: a árvore alta e a pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse á maior: Por que me sinto inferior diante de você? Esta árvore é pequena e aquela é grande- este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso.
O samurai então argumentou:
- Isto se dá porque elas não podem se comparar.
O Mestre replicou:
- Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa você é você mesmo. Uma folhinha da relva é tão necessária quanto à maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer. Simplesmente olhe á sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida. Somos todos tão iguais em nossas buscas, em nossa sede de amar e sermos amados, de libertar e sermos livres. Ninguém é superior ou inferior a ninguém. Somos todos viajantes da mesma nau, aprendizes cursando a escola da vida. E a melhor ferramenta neste caminho de igualdade é o AMOR. Ele nos torna semelhante, ele nos despe de todas as máscaras de superioridade que vestimos para nos escondermos de nós mesmos, para enfrentarmos o nosso maior inimigo: o EGO. Aquele, que sempre grita que temos que ser superiores aos outros.

Não temos que ser nada, nem maior nem menor que ninguém. Temos que ser iguais. Nem caminhar à frente e nem atrás de alguém, mas sim AO LADO DE alguém. Exatamente assim, andando com o mesmo pé, no mesmo passo e no mesmo compasso, formando um verdadeiro muro de buscadores de seu Eu Interior. É bem assim que vejo a vida e as pessoas, uma imensa muralha caminhando desordenada em busca de não sei o que, ansiosas, agitadas, se arremessando no mundo material, brigando por cargos e espaços, sem objetivos, a não ser derrotar os seus semelhantes por bens materiais, por um salário melhor, por um título a mais na parede de sua sala. E tudo é tão simples, está bem ali diante de seus olhos: a busca de si mesmo. Elas se esquecem que o mundo é um reflexo de nós mesmos, é uma projeção de nosso verdadeiro Eu Interior. Se nosso Eu é atribulado, nosso mundo é pequeno, espremido, agitado. Se nosso Eu é sereno e ponderado, nosso mundo é amplo, claro, calmo.

Tudo é muito igual, só temos que ter olhos de Amor e perceber a Sabedoria Divina em todas as coisas. Somos produtos de nossas formas pensamentos, não importa qual nossa cor, raça, cultura. Somos diferentes fisicamente, mas muito iguais espiritualmente.

Que o Amor ilumine a cada um e que, como as árvores, cada um possa sentir-se encaixado dentro do mundo, dentro do seu mundo interior. AMO VOCÊ, conte sempre comigo, em todos os momentos de dúvidas, eu na minha pequenez e simplicidade estarei ao seu lado.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Decisões e Escolhas: Uma Questão Essencial

O artigo de José Augusto Wanderley é o que escolho para compartilhar com os leitores. "A vida é a arte das escolhas, dos sonhos, dos desafios e da ação"

Ele escreve que os caminhos da vida são feitos de decisões e escolhas. Assim, o que cada um de nós é hoje, seja na sua vida profissional, seja na sua vida pessoal, é conseqüência destas escolhas e das ações adotadas para efetivá-las. Algumas são essenciais e importam decisões sobre nossa religião ou nosso papel social. Outras são operacionais, como a roupa que vamos vestir para ir trabalhar. Queiramos ou não, conscientes ou inconscientes, por ação ou omissão, estamos sempre fazendo escolhas. E nunca é demais lembrar que não escolher já é uma escolha; Se queremos ser os timoneiros da nau da nossa vida, devemos procurar ser conscientes das escolhas que fizemos e estamos fazendo, pois é esta consciência que nos permite assumir a responsabilidade pelos nossos atos e, conseqüentemente, continuar com o que estamos fazendo ou então mudar. A questão básica é o que aprender para que possamos ter êxito neste mundo de crescente insegurança, complexidade, ambigüidade e imprevisibilidade. E isto também é uma escolha.
O autor destaca algumas escolhas que estamos fazendo a todo o momento e ilustra com um exemplo: O general franquista Millan d’Astray, nas suas palavras na Universidade de Salamanca, na frente do filósofo Miguel de Unamuno, proferiu sua célebre frase: "Abaixo a inteligência. Viva a morte!". E esta é a grande questão. Estamos escolhendo a vida ou a morte do planeta em que habitamos? Todas aquelas pessoas ou empresas que contribuem com poluição ambiental e destruição dos ecossistemas, chuvas ácidas, aumento da temperatura na Terra e a conseqüente elevação dos níveis das marés, destruição da camada de ozônio, desmatamentos indiscriminados e a existência de pessoas vivendo em condições subumanas, em função da ganância, da busca do lucro Kamikaze ou da falta de consciência social, estão engrossando o coro de Millan d’Astray e à sua própria maneira estão repetindo com o general franquista: "Viva a morte!"
Na realidade, esta é a grande questão ética, segundo a qual todas as outras devem se ordenar. É saber qual a resposta a uma pergunta de Albert Einstein: "Será que estamos fazendo deste planeta um lugar melhor para se morar?" Ou estamos ao lado dos que não têm nenhuma preocupação com isto, pois, como dizem, a longo prazo estaremos todos mortos. A riqueza de nossa vida está muito relacionada aos significados que damos ao que fazemos.
Segundo o autor o que têm forte influência sobre nossos comportamentos é o nosso sistema de crenças e valores e é neste sentido que há quem diga: "Quer você acredite que pode, quer acredite que não pode, você está certo." Todos nós temos um conjunto de crenças e valores que fomos adquirindo ao longo da vida e que são determinantes do nosso comportamento. Algumas podem ser extremamente úteis, como acreditar que tudo o que nos acontece pode ser uma oportunidade. Outras podem ser negativas, como a de se acreditar vítima das circunstâncias, na base do "isto só acontece comigo". Em geral as pessoas não analisam os impactos de suas crenças sobre suas vidas e não sabem que podem e como mudá-las.
E pode-se concluir com o texto que a consciência de que o que obtemos da vida está profundamente relacionado às escolhas que fizemos ou fazemos nos permite estar abertos a identificá-las e ratificá-las ou retificá-las. E esta é uma grande escolha final. É possível mudar. E um bom modo de fazê-lo é com base em Jean P. Sartre: "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim." Em suma, ser consciente das escolhas que fazemos é entrar no mundo mágico das possibilidades. É saber que existem infinitas formas e caminhos e que a vida é daqui para a frente.

domingo, 8 de março de 2009

Compartilhando angústias.

O texto que segue é de autoria de Joel Carvalho, presidente do Conselho Deliberativo da EAEB Apolônio Ireno Cardoso, que me foi enviado por email e só tenho a agradecer por tal contribuição. Utilizo o título compartilhando angústias por que também sou presidente do Conselho Deliberativo da EEB Carlos Fries, escola onde trabalho. Assim como ele, percebo a pouca atuação, não por falta de atitude do presidente, mas por não haver um reconhecimento efetivo com relação a existência deste conselho nas escolas, e talvez por que a não atuação do Conselho favoreça o sistema e deixa de atender os anseios não somente do corpo docente e mas também do corpo discente. Compartilhamos a mesma opinião: o Conselho Deliberativo nas escolas consta apenas como figura decorativa. Valeu Joel!
TA LIGADO?
Ai gurizada, novo ano que inicia, espero que seja com novidades e não mais o mesmo blábláblá de sempre. Ta ligado?
Pois o grande problema é que vivemos esperando e como diz o bom e velho ditado: Quem espera, nunca alcança! Ta ligado?
Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás
Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor, melhores na dor
Melhores em tudo
Vivemos esperando
O dia em que seremos para sempre
Vivemos esperandoDias melhores para sempre
(Jota Quest)
Quando iremos atender ao bom e velho refrão do Geraldo Vandré?
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Tá ligado?
Quando deixaremos a mesmice de lado? Quando iremos repensar nossas atitudes perante a vida? Seja na escola, no trabalho , no dia a dia, em casa, perante nossos pais, amigos, sociedade, municipio, estado ou nação? Quando? Quando iremos nos reinventar? Ta ligado?
O ano novo está aí, estendido aos seus pés como um formidável tapete vermelho para uma celebridade, com novidades, tanto na escola como no município. Ta ligado?

sábado, 21 de fevereiro de 2009

CAPINZAL – completa 60 anos!

Em 2008, trabalhei no Colégio Drummond em Capinzal e fui acolhida com carinho e atenção pela direção, secretaria e demais professores. Por isso, em forma de agradecimento a esta escola utilizo este espaço para divulgar um pouco da cidade que esteve comemorando em grande estilho seu aniversário. Os 60 anos de emancipação de Capinzal foram comemorados neste fim de semana que passou na Área de Lazer Dr. Arnaldo Favorito. No sábado, dia 14, a partir das 20h30min, shows com Paulo e Marcelo e Banda Toque Mágica, e show pirotécnico. No domingo, dia 15, às 14h30min, a programação reiniciou com a Banda Os Invencíveis. Às 16h foi servido chester e o bolo de 60 anos. Em seguida, Tchê Mendes, Bacudo e o Grupo Sinuelo Pampeano passaram a animar a multidão. eguem podem perceber que a festa esteve animada e foi até de madrugada.
Conheça um pouco mais do município. Capinzal está localizado no baixo vale do Rio do Peixe, com um povo hospitaleiro e tem sua colonização arraigada na descendência italiana. Um Município próspero que impulsiona as riquezas e alavanca o desenvolvimento do meio oeste catarinense. Possui educação de qualidade, do ensino infantil à universidade e ganhou recentemente uma escola de ensino técnico-profissionalizante. O atendimento público à saúde funciona 24 horas e o transporte coletivo urbano, operado diretamente pelo Município, é um dos mais baratos do Brasil.
Com sua economia baseada na indústria e na agropecuária, desenvolveu um comércio próspero e muito receptivo. Sua indústria e agropecuária são destaques nacionais e é sede de uma das maiores agroindústrias do país. O parque industrial metal-mecânico, em franco desenvolvimento, já faz de Capinzal referência nacional e o potencial do ramo madeireiro mostra-se presente, desde a colonização. Estas modernas indústrias canalizam sua produção para o mercado interno e para as exportações, gerando empregos, renda e desenvolvimento.
Situado no corredor turístico regional, Capinzal inclui em seu roteiro alguns monumentos ímpares, como a Igreja Matriz São Paulo Apóstolo, cartão postal da cidade, cuja abóbada é réplica da Basílica de São Pedro, no Vaticano e a Ponte Pênsil Padre Mathias Michelizza, construída em 1932, com vão livre central de 84,5m, sobre o Rio do Peixe, que liga ao município de Ouro.
O turismo de eventos é marcado pelo Aniversário do Município, em 17 de fevereiro, comemorado com bolo e seqüência de chester, em pedaços, que aumentam um metro a cada ano acompanhando a idade da cidade. A Noite Italiana é tradição de especialidades da culinária e dos bons vinhos especialmente selecionados. O Kerbfest, com comida típica, bailes e muita animação, é a valorização da cultura germânica. Mas é na Expovale, multi evento bi-anual, aberto a negócios, com feira da indústria, comércio e serviços, exposições agropecuárias, motocross, jipe tour, feira Off-Road, leilão de gado e shows, que são mostradas todas as suas potencialidades.
Assim é Capinzal. Uma terra de amigos e de oportunidades!


http://www.capinzal.sc.gov.br/home/index.php

Para construir um caminho vitorioso...

Um caminho vitorioso pode iniciar no dia 10 de fevereiro de 2009 quando se dá o início do ano letivo, quando alunos, professores e demais pessoas ligadas à educação do Estado de Santa Catarina voltam às aulas. Por que este caminho pode ser iniciado? Porque é preciso que haja um compromisso integrado, desde, o governo Luiz Henrique da Silveira até alunos, professores e pais para que este assunto se torne prioridade em cada um e em todo Estado.

Os investimentos, R$ 8.479.590,00 em programas de leitura para o ensino fundamental e médio, a implantação de 817 novos laboratórios de informática que vão ficar abertos diariamente para estimular o aprendizado e complementar os conteúdos ensinados em sala de aula, as 5375 novas vagas de ensino médio, oferecidas em 36 cidades com 95 novos cursos, a preparação profissional dos jovens e a busca pela erradicação do analfabetismo, em parceria com o governo federal, que oferece novas perspectivas de cidadania para 13.603 catarinenses e mais a qualidade das instalações que já receberam investimentos de R$ 78.838.497,69 em 2008, e neste ano são mais R$ 172.902.159,85 para construir novas escolas, quadras e ginásios de esportes, além de ampliar outras unidades são ações de um governo voltadas para melhorar a qualidade na educação dos catarinenses.

Mas...Segundo Paulo Roberto Bauer, Secretário de Estado da Educação, para a educação ficar ainda melhor é preciso uma maior participação da sociedade, da família e das lideranças comunitárias ajudando a escola. É necessária também uma maior participação dos pais, que devem ajudar seus filhos nos estudos, premiando o bom desempenho, mesmo que com um singelo beijo.

E conforme a minha percepção, para a Educação ficar ainda melhor é preciso valorizar o professor, pois só um profissional motivado que vai acontecer a paixão pelo estudar e aprender para tornar-se uma pessoa bem formada intelectual e afetivamente, bem informada em leituras do mundo e de vida, focada no real e no virtual.

Se se almeja formar cidadãos catarinenses com educação de qualidade é preciso envolver, motivar e qualificar os profissionais da área. Agora me permito usar as mesmas palavras do secretário, premiando o bom desempenho, mesmo que seja com singelo elogio.

Ser professor é ir além de uma realização pessoal, é uma missão nobre que adentra as mentes influenciando e dirigindo as inteligências jovens preparando-os para a vida adulta. Ser professor no Brasil é preciso antes de qualquer outra coisa ter amor a profissão e assim vencer os obstáculos da carreira que são cada vez maiores.
O desgaste que o atual sistema de ensino provoca reflete diretamente na sala de aula. Por exemplo: além das 40 horas semanais, para complementar a renda o professor extrapola suas atividades para horários alternativos e não sobra tempo hábil pra que se aprimorem na carreira, seja em busca de informação ou fazendo cursos de capacitação que garantiriam a melhora de suas aulas.

Então para construir um caminho vitorioso na educação é preciso contemplar os profissionais comprometidos, incentivar os alunos com investimentos em leitura, tecnologias, ambientes físicos agradáveis e buscar um enlace com os familiares que são os primeiros responsáveis pela educação e formação de seus filhos. Um compromisso que pode ser firmado individualmente e coletivamente para que o Estado de Santa Catarina seja reconhecido ainda mais por uma educação de qualidade.

Aos meus queridos alunos... Venham todos com disposição para estudar e aprender! Venham desvendar o espaço geográfico de cada lugar, de cada paisagem, de cada nação do planeta Terra. E vamos construir um caminho vitorioso na Geografia!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Os Estados Unidos da América estão pedindo perdão ao mundo?

Impossível ficar alheia aos acontecimentos do mundo sendo professora de Geografia, mesmo em férias. O que se estuda em Geografia faz parte das relações políticas, econômicas, sociais, existentes entre as sociedades, e de como elas se apropriam e organizam os espaços e seus territórios. As formações territoriais atuais estão acontecendo desde o início do século XX com as grandes guerras. E, a partir da metade deste século os EUA se fortaleceram como potência mundial passando por cima de muitos preceitos da natureza e da humanidade.

Acompanhei o evento da posse do 44º Presidente dos EUA no dia 20 de janeiro de 2009, pela globonews e pela bandnews, dois canais de noticias, praticamente às 24hs do dia. Fiz algumas conjecturas a partir da oração de invocação do pastor convidado pelo presidente. Nesta oração o pastor fez menção aos erros que o país cometeu e pediu perdão. Em todas as medidas iniciais o presidente está se voltando para possíveis injustiças cometidas em nações que sofreram influências militares e políticas pelo país.

Outra coisa que não passou despercebida foi a presença de uma poetisa no evento oficial. Que coisa espetacular! Tomara que esta prática seja adotada por muitos e muitos outros. Afinal sou poeta também. Com esta sensibilidade apresentada ao mundo, será que os atuais líderes dos EUA vão merecer as honras de pacifistas? Seria bem interessante se isso acontecesse, porque a fama deste país é de ser a maior potência bélica financiadora da maioria dos conflitos existentes entre as nações. Mas como o próprio presidente eleito Obama, falou: “O mundo está mudando precisamos mudar também.” Está mais do que na hora de haver mudanças drásticas na forma de habitar este planeta. Chega de líderes loucos e egocêntricos.

Qual é o continente mais sofrido das últimas décadas? O continente africano. Nele são encontrados os menores índices de desenvolvimento humano. E é também o lugar onde ocorre a maior mortandade de pessoas a partir de desnutrição e epidemias. Os conflitos internos estiveram presentes por anos a fio desmantelando povos, aumentando a corrupção e a tirania de muitos líderes. Sendo que o maior problema nesta era de globalização é a economia.

Segundo Franklin Cudjoe que é diretor do Imani em Gana e editor de AfricanLiberty.org, neste momento, os africanos não podem competir localmente ou regionalmente, muito menos internacionalmente: é preciso de liberdade econômica para os africanos se libertarem da pobreza, para se libertarem da servidão ao Estado. Os problemas no continente africano não são os ideais remotos de unidade regional ou continental que possam, em um passe de mágica, libertar os africanos da pobreza: o problema é a falta de liberdade econômica prática e diária, que permitiria aos africanos se livrarem da pobreza a partir de políticas definidas e historicamente provadas.

Coincidentemente o atual presidente dos EUA tem sua origem paterna no Quênia, um país africano. O que pensar sobre isso? O que vejo na figura deste presidente é o anseio de uma grande parte da população norte americana. Talvez todo o nacionalismo americano pregado por líderes anteriores esteja se transformando em mundialismo? Não há mais como pensar e agir localmente. A humanidade já adquiriu conhecimento suficiente para superar os conflitos sem armas, e para isso é preciso extirpar do poder os homens que não tem noção de pluralidade, multiplicidade, maioria, mestiçagem, diversidade, variedade, diferenças, liberdade.

A eleição de Obama comprova que a maior parte da população norte-americana já não apóia mais a política que vinha sendo praticada. Sabe-se que é um país rico que investe em pesquisa, tecnologia e indústrias de ponta. Mas seu povo chora e sofre com os resultados das guerras e das desigualdades que imperam nas sociedades humanas. Em todas as festividades relacionadas à posse deste presidente, e em sua trajetória nos próximos anos os elementos utilizados devem inspirar ações de diplomacia, diálogo e resignação para que o mundo entre em sintonia com os novos tempos vividos nos Estados Unidos para que possa perdoar tantos erros já cometidos, pela arrogância, supremacia e extinto aniquilador em relação a outras nações e civilizações do planeta Terra.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Polêmica à parte... O debate sempre é bem vindo.



O direito a liberdade de expressão consta no artigo 5º da Constituição Federal.

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;


Aos que acompanham a minha coluna já sabem que sou totalmente a favor do debate. O que escrevi na edição anterior gerou polêmica e muita conversa entre as pessoas sobre o assunto. Uns ficaram desapontados, proprietários de estabelecimentos comerciais e vendedores. Outros, os consumidores, deram apoio a tudo o que foi escrito ali. Recebi e-mails e telefonemas. O que escrevi foi com conhecimento de causa. Trabalhei em vendas muitos anos. E também porque sou cliente.

Eu poderia escrever sobre os problemas que acontecem em outros lugares do Brasil, concordo, mas qual seria a contribuição para a população do lugar? A minha intenção não era acabar com a auto-estima de todos os vendedores, nem tão pouco acabar com “o comércio local”, mas sim alertar para o que está sendo vivenciado e comentado por várias pessoas que estão aqui na cidade. Porém o que ocorreu foi um desvirtuamento no foco da questão. Isso é o que acontece para quem expõe suas idéias, pois, nem todas as pessoas estão vibrando na mesma energia. Aos que não estão focadas na mesma sintonia vou esclarecer: Em apenas dois parágrafos eu comentei sobre pontos negativos. Em todo resto do que escrevi só havia coisas positivas, porém, estas não foram lidas com olhos críticos.


“Metade do caminho está percorrida se mantivermos o foco positivo na resolução dos problemas e no aprendizado que está embutido na experiência ruim, como a cultura oriental, especialmente a chinesa, ensina há milênios”, lembra Amalia Sina.
Momentos difíceis são propícios para desenvolver talentos adormecidos e investigar possíveis áreas de atuação a curto ou longo prazo


Quero deixar impresso nesta edição que o objetivo não era de provocar a ira e a inveja em alguns. Não são sentimentos benéficos. Também quero agradecer aos que dispensaram seu tempo precioso para escrever e enviar por email seu comentário cheio de argumentos, que só reafirmam as minhas observações sobre os produtos comercializados. Só não publico aqui neste espaço, pois, quem escreveu não quer que seja publicado.

Quero também agradecer aos que telefonaram e emitiram suas observações sobre o que estava escrito. Isso só me deixa lisonjeada. O objetivo de quem escreve é que as pessoas leiam e debatam sobre o assunto, mesmo que as posições sejam radicalmente contrárias, pois vivemos em uma democracia, e o conflito de idéias é melhor maneira de fazer com que as pessoas cresçam e melhorem.


PARA REFLETIR:

A única forma de não pecar por causa da ira que está sentindo é estabelecer como hábito a prática espiritual de nunca falar ou fazer alguma coisa com raiva. Pois, 99,99% das vezes que falamos ou fazemos qualquer coisa com raiva erramos. Por isso, dê sempre um tempo, pois a ira vem, mas passa se você não alimentá-la em seu coração por meio de pensamentos e palavras.

Conta-se que depois de muitos anos de economia, certo rapaz comprou seu primeiro carro. Ele cuidava daquele carrinho “velho-novo” com muita dedicação. Um dia, ele foi passar o final de semana na casa da namorada que morava em outra região do país. Quando retornou viu que seu carro não estava como ele havia estacionado, e mais, havia um arranhão numa das portas e o pneu estava baixo. Ficou mais irado ainda, quando descobriu a causa de tudo: seu irmão havia usado o carro, escondido. A fúria foi tão grande que ele decidiu ir ao encontro do irmão que estava na faculdade.

Ao tomar conhecimento, seu avô o chamou à parte e lhe disse: Você se lembra quando pegou o sapato emprestado de seu irmão e o sujou todo de lama? Você queria lavá-lo imediatamente, mas eu recomendei que esperasse o barro secar, pois assim ficaria mais fácil limpá-lo? Então, espere a raiva secar e depois vá falar com seu irmão. Dessa forma evitaremos briga em família. E as brigas, meu querido neto, muitas vezes não resolvem os problemas, agrava-os ainda mais.



Penso, logo existo?

  Penso, Logo Existo? (LAPIDAR O SER – 1998) Penso, logo existo? Existo? Então preciso pensar E produzir.   Bons pensamentos Perduram, Os ma...