quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Os pequenos da rua.

Momentos de reflexão são benéficos às pessoas. Os textos criados por pessoas mais sensíveis são luzes em cada tema abordado. O assunto desta semana me chegou por email, em tempo frio, onde muitas crianças sofrem a falta de calor no corpo e na alma. Esta é a realidade de muitos municípios brasileiros, as cidades maiores estão repletas desses pequenos, o que torna imprescindível pensar sobre esta questão.

Nesse pequeno que passa roto e sujo, pela rua, caminha o futuro. É a criança filha de ninguém, o garoto sem nome além de menino de rua. Passa o dia entre as avenidas da cidade, as praças e por vezes nos amedronta, quando se aproxima. Ele não vai à escola e em todas as horas observa que se esgotam os momentos da sua infância.

Você atende os seus filhos, tendo para eles todos os cuidados. Esmera-se em lhes preparar um futuro, selecionando escola, currículo, professores, cursos. Acompanha, preocupado, os apontamentos dos mestres e insiste para que eles estudem, preparando-se profissionalmente para enfrentar o mercado de trabalho. Você auxilia os seus filhos na escolha da profissão, buscando orientá-los e esclarecê-los, dentro das tendências que apresentam. Você se mantém zeloso no que diz respeito à violência que seus filhos podem vir a sofrer, providenciando transporte seguro, acompanhantes, orientações. São seus filhos. Seus tesouros.

Enquanto seus filhos crescem em intelecto e moralidade, aqueles outros, os meninos de rua prosseguem na aprendizagem das ruas, maltratados e carentes. À semelhança dos seus filhos, eles crescerão, compondo a sociedade do amanhã. A menos que pereçam antes, vítimas da fome, das doenças e do descaso. Cruzarão seus dias com o de seus rebentos e, por não terem recebido o verniz da educação, as lições da moral e o tesouro do ensino, poderão ser seus agressores, procurando tirar pela força o que acreditam ser seu por direito. Você se esmera na educação dos seus e acredita ser o suficiente para melhorar o panorama do mundo.

No entanto, não basta. É imprescindível que nos preocupemos com esses outros meninos, rotos e maus cheirosos que enchem as ruas de tristeza. Com essas crianças que tem apagada, em pleno vigor, sua infância, abafada por trabalhos exaustivos, além de suas forças. Crianças com chupeta na boca utilizando martelos para quebrar pedras, acocorados por horas, em incômoda posição. Crianças que deveriam estar nos bancos da escola, nos parques de diversão e, no entanto, se encontram obrigados a rudes tarefas, por horas sem fim que se somam e eternizam em dias.

Poderiam ser os nossos filhos a lhes tomar o lugar, se a morte nos tivesse arrebatado a vida física e não houvesse quem os abrigasse. Filhos de Deus aguardam de nós amparo e proteção. Poderão se tornar homens de bem, tanto quanto desejamos que os nossos filhos se tornem. Poderão ser homens e mulheres produtivos e dignos, ofertando à sociedade o que de melhor possuem, se receberem orientação. Por hora são simplesmente crianças. Amanhã, serão os homens bons ou maus, educados ou agressivos, destruidores ou mensageiros da paz, da harmonia, do bem.

Você sabia? Que é dever de todos nós amparar o coração infantil, em todas as direções? E que orientar a infância, colaborando na recuperação de crianças desajustadas, é medida salutar para a edificação do futuro melhor? Sem boa semente, não há boa colheita. Enfim: educar os pequeninos é sublimar a humanidade.

domingo, 12 de julho de 2009

Não frustrem a nossa esperança.

Com este título “Não frustrem a nossa esperança”, os alunos da turma da sétima série continuam com os trabalhos do projeto de estudo deste mês. Em pequenos grupos pesquisam, criam e destacam as frases a serem utilizadas na campanha de sensibilização por eles protagonizada. Demonstram a motivação na realização desta atividade com atitudes comprometidas e responsáveis as quais podem ser verificadas nos textos selecionados.

O planeta ainda pode ser salvo? Um exemplo pode ser verificado a partir da luta pela preservação da Amazônia que se transformou em uma questão mundial. A destruição deste ecossistema pode causar impacto em todo planeta, tornando a vida ainda mais difícil e o desequilíbrio ambiental uma tragédia sem precedentes na história humana. Quem está doente, a natureza ou o ser humano? A humanidade está próxima de um suicídio. A vida mais próxima da natureza. Agora é disciplina obrigatória. Preserve!

Como fica a personagem natureza nesta relação entre o ser humano e ela? A água também é um desafio, não desperdice? Quem são os personagens do nosso planeta? O ser humano ou a natureza, você sabe me dizer? A natureza quer gestos mais inteligentes. Preserve hoje para viver amanhã. A vida pede socorro. A natureza é nossa mãe. Não importa onde você parou. Em que momento da vida você cansou. O que importa? Sempre é possível e necessário recomeçar.

A natureza espera uma ação diferente dos humanos. Que direito eu tenho de comprometer um futuro do qual eu não vou fazer parte? O planeta está em coma. Consciência é o único remédio para interromper a agonia do planeta. Se cada um dos jovens deste país tomar para si um pouco destas tarefas de acreditar na defesa do meio ambiente, isto vai dar um novo sentido à nossa vida. A água, o ar, a luz do sol, os minerais, os animais e as plantas todos criados com o propósito de ajudar os ser humano, e você o que faz? Você agradece à natureza pelo que ela oferece?Se a gente não se apressar em transformar o mundo, logo o mundo transforma a gente.

Não podemos dizer NÃO à natureza. Para cuidar do planeta precisamos todos passar por uma alfabetização ecológica e rever nossos hábitos de consumo. Mais de 75% do que resta da mata está em terras particulares. Reverter à diminuição da cobertura florestal do que restou do bioma é urgente para a sobrevivência dos 170 milhões de pessoas que vivem nele. A voz do povo foi ouvida, o meio ambiente pede socorro. Cuidar da saúde é cuidar da natureza. Restam 7,26 % da floresta original da mata atlântica.

Você é feliz? – Desmatando? - Jogando lixo? - Poluindo? - Desperdiçando a água?

Você sabe que apenas 1% da água do planeta é potável? Se você não cuidar ela poderá acabar. Olhem para as lindas paisagens. Sem poluição. Se você continuar com esta maneira de viver, poluindo, o planeta ficará sem água, sem vida, sem nada. O aquecimento global vai destruir o planeta. Pense! O que você pode fazer para mudar isso? As prefeituras prometem que vão recolher materiais jogados nos arroios e rios. Mas não adianta a prefeitura trabalhar na coleta de lixo, se o povo não colaborar com ela. Então cuide de seu município! Não polua!

Dia do meio ambiente deve ser todos os dias do ano.

O início do mês de junho é marcado pelo dia mundial do meio ambiente. No entanto, os problemas ambientais ocorrem todos os dias do ano. Não tem como deixar de falar; e, lembrar ao maior número de pessoas, sobre as ações que devem acontecer também todos os dias. As aulas de geografia e os conteúdos estudados geram ações dos alunos sobre a questão ambiental e sobre a cidadania que deve ser exercida por eles em sua cidade.
Neste mês, os conteúdos dos alunos da sétima série do ensino fundamental nas aulas de geografia da EEB Carlos Fries são voltados às causas dos desequilíbrios ambientais. Os estudos iniciaram com uma leitura coletiva dos textos do livro didático e com discussão sobre a realidade local. Na aula inicial foi lançada a proposta de uma atividade em grupo onde cada grupo buscará formas de ilustrar o tema com figuras, manchetes e noticias de jornais elaborando cartazes com frases de impacto para sensibilizar a comunidade escolar.
Cada grupo usará sua criatividade e a sua vivência na cidade onde moram – Ipira SC - a partir das observações dos problemas ambientais locais, para que possam mostrar um caminho diferente a ser seguido por todos. Este trabalho passará por algumas etapas. A primeira foi: leitura dos textos e distribuição dos alunos nos grupos. A outra etapa, na segunda aula, ocorreu seleção de gravuras, manchetes e noticias em jornais.
Nas próximas aulas, construção de frases de efeito e confecção de cartazes. Para finalizar, a socialização com a comunidade escolar, que prometem algumas surpresas. Toda atividade que articula meio ambiente e cidadania envolve a participação de vários sujeitos. Daí a importância da integração dos alunos com os professores, funcionários e a comunidade do lugar. A turma da sétima série, comprometida com os estudos e com a dinâmica desta atividade, conta com o auxilio da Professora de Geografia, Raquel Marmentini, e do apoio da assistente pedagógica Nadia Zuquello.

É imperativo sempre lembrar que as ações devem ser diárias individuais e coletivas. O meio ambiente em desequilíbrio afeta todas as pessoas em qualquer lugar do planeta. É imprescindível a repetição de ações que sensibilizem e informem pessoas. O assunto está difundido em níveis globais e as ações locais são os elos para a grande corrente que pode salvar muitos habitantes do planeta TERRA.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Se todas as pessoas fossem leves...

Esta semana recebi um texto por email, de autoria da DANUZA LEÃO, com o título de A vida não pode ser fácil e achei muito interessante para compartilhar com os leitores desta coluna. Ela inicia assim... Quem é difícil não suporta a companhia de gente leve, e encontra sempre um tão difícil quanto ele para conviver.

Por que será que para alguns a vida é tão fácil, tão leve, e para outros tudo é problema, complicação? Existem pessoas que estão gripadas, cheias de febre, e se levantam da cama, mesmo se sentindo péssimas, para ir ao dentista. Qual seria o problema de desmarcar? Nenhum. Mas se elas são exigentes com elas mesmas e, se deram a palavra, mesmo sendo uma simples ida ao dentista, não podem falhar.
Se essas pessoas são duras com elas mesmas, são também duras com os outros. Ai de você telefonar às 19 horas para desmarcar aquele jantar combinado na véspera. Jantar que não era nada, apenas um encontro de dois bons amigos que se falam quase todo dia no telefone; por mais que tenha havido um bom motivo, um complicado acha que isso não se faz. Ele cria expectativas - para o bem e para o mal - que não podem ser frustradas, sob pena de cair em profundo sofrimento.
Se num desses complicados programas, uma viagem maravilhosa para as ilhas gregas, quando voltar ele vai falar apenas de como é difícil viajar nos dias de hoje, dos aeroportos cheios, da bagagem que demorou a chegar à esteira, e vai se esquecer de contar as coisas maravilhosas que viu, até porque talvez ele não tenha visto nada, apenas olhado, o que não tem nada a ver.

Mesmo boas notícias que não estavam programadas contrariam os viciados em sofrer. O imprevisto, mesmo e, sobretudo, em se tratando de coisas boas, transtorna certas pessoas; a vida para elas é difícil, dura. Não se pode ser feliz porque o castigo vem depois. Elas adiam qualquer prazer por nada, ou talvez para não tiverem prazer.
Quando veem alguém com pouco ou nenhum futuro pela frente, um empreguinho de nada, sem perspectivas, tomando uma cerveja e dando não uma, mas várias gargalhadas, elas se sentem quase ofendidas. E sempre encontram uma outra pessoa para dizer o quanto aquele cara é irresponsável, que depois não se queixe e, sobretudo, que não venha pedir nada, já que vive pensando que a vida é fácil. O lema deles é esse: "A vida não é fácil".

A visão de uma pessoa que acha que a vida pode ser fácil e leve faz mal aos difíceis. Só que a vida ser fácil ou difícil depende, e muito, de como se é. Quem é difícil não suporta a companhia de gente leve, e encontra sempre um tão difícil quanto ele para conviver.
E o que é uma pessoa fácil? É aquela que, se você passar na casa dela na hora do almoço e não tiver nada na geladeira, diz, alegremente, que não tem problema, que em cinco minutos resolve tudo, e pergunta o que você quer: se um pão fresquinho, com um presunto cortado na hora e um guaraná, ou se prefere uns ovos mexidos e uma cerveja. Mas isso nunca vai acontecer: uma pessoa difícil nunca chega à casa do outro sem avisar, para que o outro nunca, jamais, faça isso com ele, que só de pensar nessa possibilidade já fica estressado; difícil lidar com pessoas difíceis.

E assim como a Danuza escreveu em seu texto, não há quem não tenha um amigo difícil; eu também tenho alguns, e vocês, devem ter outros, claro. O que ela aponta como inexplicável é que, continua gostando deles, se relacionando com eles, telefonando para eles, como provavelmente acontece com todos no final das contas. Por que será? A vida poderia ser bem mais leve se todos fossem leves. O que cada um de nós pode fazer para a vida tornar-se mais leve?

terça-feira, 23 de junho de 2009

ÁGUA - sinônimo de vida.


Produção textual de Sandra Meine – 3ª Série - Vespertino - Ensino Médio – Geografia COM BASE EM OUTROS TEXTOS ESTUDADOS OU PESQUISADOS PELOS ALUNOS.

A cada dia fica mais claro que a água é um recurso que caminha para uma situação de extrema preocupação. Somente 3% a 5% da água existente no mundo está disponível para a utilização humana. Os outros 95% estão nos oceanos. Toda água existente passa por um ciclo de renovação. Este ciclo natural, porém, pode ser afetado negativamente por muitos problemas, prejudicando qualitativa e quantitativamente a disponibilidade de água doce para as pessoas, como por exemplo, a devastação das florestas, o que diminui a evaporação; a falta de preservação das margens dos rios, que podem eliminar as nascentes, ou dificultar o acesso a elas e a urbanização e como conseqüência a impermeabilização do solo que lava e carrega lixo se misturando com os esgotos e as águas dos rios.
Os riscos são cada vez maiores, e a distribuição das águas e das chuvas ocorre de forma desigual, nas mais diversas partes do globo. Existem regiões extremamente favorecidas pelas chuvas e em geral são áreas de florestas situadas na faixa equatorial, em que há calor intenso provocando a evapotranspiração contribuindo positivamente para o ciclo natural da água.
Já em outras regiões desérticas, pode chover a cada década. Essa irregularidade na distribuição das águas pode vir a ser um dos motivos de grandes tensões entre países em um futuro próximo. Daí a importância dos rios, que tanto servem para a irrigação quanto para o abastecimento da população. O seu débito fluvial, ou seja, o volume de água que escoa por um rio pode definir o destino de uma região. Com a ação predatória do homem, em escala mundial, muitos rios estão ameaçados pelo processo de assoreamento.
Vários são os países que possuem leis rígidas em relação a preservação das margens dos rios, porém, muitos são os casos de falta de fiscalização eficaz, fato que tem decretado a morte de muitos rios e piorado ainda mais a situação das águas do nosso planeta.
Aqui no Brasil vigora uma lei que tem por objetivo a preservação e proteção de 15 metros das áreas próximas às margens dos rios. Esta lei é nacional, e a mesma, vai contra ao que muitos acreditam. De algum modo está preservando o que gente tem de mais valioso – á água – e ao mesmo tempo, a vida, pois sem água não existe vida.
Penso que está lei, apesar de prejudicar algumas pessoas que não detém grandes posses de terras, ela está contribuindo, não só com soluções imediatas para o nosso Estado ou país, como também sendo uma forma de amenizar a angústia e a preocupação com a existência de conflitos e disputas entre as nações por falta de água.
Então que cada um faça a sua parte e ajude a proteger esse bem natural tão precioso: água – sinônimo da vida.

Inimigos ocultos

por Maurício Santini

Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos!
Você sofre? Pois preste atenção ao seu sofrimento, porque...


Sofre de reumatismo:
Quem percorre os caminhos tortuosos;
Quem se destina aos escombros da tristeza;
Quem vive tropeçando no egoísmo.


Sofre de artrite:
Quem jamais abre mão;
Quem sempre aponta os defeitos dos outros;
Quem nunca oferece uma rosa.


Sofre de bursite:
Quem não oferta seu ombro amigo;
Quem retêm, permanentemente, os músculos.
Quem cuida, excessivamente, das questões alheias.


Sofre da coluna:
Quem nunca se curva diante da vida;
Quem carrega o mundo nas costas;
Quem não anda com retidão.


Sofre dos rins:
Quem tem medo de enfrentar problemas;
Quem não filtra seus ideais;
Quem não separa o joio do trigo.


Sofre de gastrite:
Quem vive de paixões avassaladoras;
Quem costuma agir na emoção;
Quem reage somente com impulsos;
Quem sempre chora o leite derramado.


Sofre de prisão de ventre:
Quem aprisiona seus sentidos;
Quem detém suas mágoas;
Quem endurece em demasia.


Sofre dos pulmões:
Quem se intoxica de raiva e de ódio;
Quem sufoca, permanentemente, os outros;
Quem não respira aliviado pelo dever cumprido;
Quem não muda de ares;
Quem não expele os maus fluidos.


Sofre do coração:
Quem guarda ressentimentos;
Quem vive do passado;
Quem não segue as batidas do tempo;
Quem não se ama e, portanto,
não tem coração para amar.


Sofre da garganta:
Quem fala mal dos outros;
Quem vocifera;
Quem não solta o verbo;
Quem repudia;
Quem omite;
Quem usa sua espada afiada para ferir outrem;
Quem subjuga;
Quem reclama o tempo todo;
Quem não fala com Deus.


Sofre do ouvido:
Quem prejulga os atos dos outros;
Quem não se escuta;
Quem costuma escutar a conversa dos outros;
Quem ensurdece ao chamado divino.


Sofre dos olhos:
Quem não se enxerga;
Quem distorce os fatos;
Quem não amplia sua visão;
Quem vê tudo em duplo sentido;
Quem não quer ver.


Sofre de distúrbios da mente:
Quem mente para si mesmo;
Quem não tem o mínimo de lucidez;
Quem preza a inconsciência;
Quem menospreza a intuição;
Quem não vigia seus pensamentos;
Quem embota seu canal com a Criação;
Quem não se volta para o Universo;
Quem vive no mundo da lua;
Quem não pensa na vida;
Quem vive sonhando;
Quem se ilude;
Quem alimenta a ilusão dos outros;
Quem mascara a realidade;
Quem não areja a cabeça;
Quem tem cabeça de vento.


Causa e efeito.
Ação e reação.
Tudo está intrinsecamente ligado.
Tudo se conecta o tempo todo.
Assim, sucessivamente, passam os anos
sem que o ser humano conheça a si mesmo.
O nosso maior inimigo é aquele que está oculto
e que habita, inexoravelmente, no interior de nós mesmos.
Antes de tudo vamos nos amar!

O desenvolvimento econômico e o ambiente natural, difícil equação?

De um lado aparecem os produtores de pelo menos 120 municípios do estado de Santa Catarina e do outro aparece quem defende o Código Florestal Brasileiro. Quem está com a razão? Qual é o argumento vai elucidar tal questão?
A legislação federal determina a preservação de 30 metros de mata ciliar nas margens de córregos e rios. Pelo código proposto pelo estado de Santa Catarina, o tamanho da mata ciliar será menor: dez metros em propriedades acima de 50 hectares e cinco metros nas áreas com menos de 50 hectares. Os produtores dizem que compraram terras para seus filhos e nunca desmataram, e correm o risco de não ser aproveitada. Os proprietários não possuem renda alguma e não podem produzir. (Marcos Zadron, presidente da Organização das Cooperativas de Santa Catarina).
Os ambientalistas se dizem muito preocupados com a preservação dos mananciais e utilizam o Vale do Itajaí como exemplo de perpetuar o problema de enchentes, deslizamentos e enxurradas, caso o novo código seja aprovado, além de ser um retrocesso. Conforme a especialista em recursos Hídricos, Beate Frank, 90% das matas ciliares e todos os rios estão completamente degradados por pastagens.
O deputado Romildo Titon, relator do projeto, disse estarem legislando dentro de uma regra coerente com a realidade do Estado, e que o Congresso estabelece regras gerais, uma lei com validade para todos os estados brasileiros. Defende que é preciso levar em consideração as condições geográficas, climáticas e de ecossistema diferentes. O Ministério Público Federal já declarou que vários artigos vão contra o que diz a legislação federal sendo que a aprovação do código também pode provocar uma série de questionamentos legais.
O que está em jogo afinal? Quais são os interesses de quem defende este ou aquele lado? Fico tentando me colocar no lugar dos produtores, acima citados e que reivindicam tais direitos, para imaginar a situação que estão vivendo. Quais alternativas que buscam para melhor viver em suas terras, e no planeta? São medidas paliativas e imediatistas? Devem ter razões suficientes e sentem-se lesados em sua dignidade humana por perderem suas terras conquistadas. De que valerão estas terras se estas se tornarem improdutivas por falta dos nutrientes que dependem da água?
E os ambientalistas que defendem as questões planetárias... Qual é o foco de preservação em que estão atuando? Somente no Estado de Santa Catarina? Quantas áreas de terra estão sendo degradadas escancaradamente e ninguém toma atitude? As questões em evidência não podem se valer de dois pesos e duas medidas. Nem prejudicando o meio natural em detrimento dos proprietários de terra, ou vice-versa.
O importante nisto tudo é buscar quais são os reais interesses de quem está aparecendo no cerne desta polêmica. Faz parte de um interesse meramente político? As relações da economia produtiva no meio rural perpassam os interesses individuais? A preservação do planeta é universal? Todas as ações podem sofrer o efeito bumerangue. Acredito que a polêmica faz parte de um debate saudável em que todos têm suas razões, mas também é fundamental equacionar de uma maneira que nem os proprietários de terras sejam prejudicados e que estes tenham consciência sobre a preservação do meio em que estão inseridos.

Caminhamos para um desastre psicológico, social e ecológico. Dominados pela tecnologia e o consumismo, vamos perdendo o verdadeiro significado da vida, que é a paz e a felicidade. O amor e a compaixão por todos os seres, é a nossa única salvação.Dalai Lama.
http://ecoblogconsciencia.blogspot.com/2009/04/mata-ciliar-brasileira.html

Penso, logo existo?

  Penso, Logo Existo? (LAPIDAR O SER – 1998) Penso, logo existo? Existo? Então preciso pensar E produzir.   Bons pensamentos Perduram, Os ma...