quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Os novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina e a valorização do magistério.


Dando sequência a reflexão sobre a proposição dos novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina, conforme a avaliação da OCDE* no texto que tangencia a valorização do magistério e suas constatações.
De pronto o documento aponta que o “Estatuto do Magistério e o Plano de Carreira e de Cargos e Salários não valorizam nem estimulam a procura pela carreira do magistério. Além de manter o profissional da educação distanciado da maioria das profissões por se apresentarem mais vantajosas, não há estímulo à promoção por mérito e pela busca da competência profissional”. Perfeito e totalmente adequado à realidade vivenciada por quem se dedica à profissão professor.
Seguem expondo que “o Estatuto e o Plano de Carreira do Magistério tornaram-se um instrumento desmotivador frente a potenciais candidatos à carreira. Como se apresenta, a estrutura do Estado está a serviço dos servidores, na condição de seu empregador, deixando de ser visto como o espaço para o serviço público assumido por carreira centrada na competência técnica, a serviço da educação da sociedade”.
Segundo esta avaliação, os princípios e diretrizes devem estar “centrados e orientados para o êxito das atividades finalísticas, condições de trabalho e relevância social da ação educativa. Para tanto, faz-se necessário: estabelecimento de salário competitivo e níveis de promoção na carreira atrativos com base na avaliação de desempenho e mérito; valorização e incentivo à busca da competência e à qualidade dos resultados; maior nível de exigência em relação aos conhecimentos e às habilidades exigidos em  concursos e processos de seleção como requisito para ingresso e estabilidade na carreira ou contrato temporário, comprovados por meio de provas; definição de procedimentos para concurso público mediante critérios e parâmetros, sendo a nota 7,0 (sete) o nível mínimo para ingresso e estabilidade na carreira, dependendo do número de vagas; promoção funcional centrada no mérito e na avaliação de conhecimento e desempenho; atenção à saúde, autoestima e bem-estar pessoal, familiar e social.”
Após destacar os problemas, deveriam buscar ações e medidas para superação, dentre elas: elaboração de novo Estatuto do Magistério e de Plano de Carreira, Cargos e Salários com indicadores profissionais e salariais atrativos e competitivos; promoção de concurso público, preferencialmente a cada dois anos, com definição de vagas para ingresso na carreira, com base em novo Plano de Carreira e de Cargos e Salários; definição de sistemática que possibilite aos atuais servidores estáveis acesso ao novo Plano de Carreira e de Cargos e Salários; criação de um sistema de avaliação de conhecimento e de desempenho dos professores e dos gestores, associado à formação continuada, à progressão funcional e à valorização salarial; criação de programas de incentivo por escola, com base na avaliação de conhecimento, de desempenho e de qualidade dos resultados obtidos pelos professores e pelos gestores.
Outros apontamentos interessantes quanto a saúde e autoestima do professor com a criação de programas e também de valorização do papel do professor e da relevância social perante a sociedade. Depois de discorrer sobre esse ponto do documento citado dá até vontade de chorar. Ano passado divulgaram imagens de pessoas fazendo palestras em nome da atenção à saúde e à autoestima do professor, bem como alguns discursos de criação de programas de valorização do papel do professor e da relevância social perante a sociedade, mas qual foi o resultado?
Houve também orientações para a “criação de política de formação continuada associada à promoção na carreira docente, com base na avaliação de conhecimento e de desempenho, nas competências e nas habilidades requeridas e nos resultados da aprendizagem dos alunos’. De que maneira pode acontecer a promoção na carreira docente com base na avaliação do conhecimento e de desempenho? Nada ficou claro para os professores.
Outra ação elencada é ampliar “a comunicação, dos espaços de produção, da troca de produção, de experiências pedagógicas e de gestão entre SED, escolas e professores; definição do perfil e dos critérios para a formação dos gestores e para a ocupação e exercício do cargo de direção de escola”. Importante questão: a comunicação. Como foram definidos os perfis e como foram escolhidos os gestores de escola? Como se deu a formação dos gestores? De que maneira atuam esses gestores? Olhando para fora ou para dentro da escola? Qual é a percepção pedagógica dos gestores? De que maneira conduzem as ações relacionadas ao quadro de professores?
Por que é tão difícil pensar no professor como um ser humano, inserido na sociedade capitalista e que precisa se adequar aos novos paradigmas da educação? Por que acham que professores podem trabalhar três turnos, correr de uma escola para outra, planejar, explicar, executar, corrigir, lançar nota, entender a situação emocional do aluno, ser desrespeitado em sala de aula e fora dela, e ainda ser saudável, otimista e cheio de energia? Com base no “novo” Plano de Carreira e de Cargos e Salários implementado em 2015, de que maneira proporcionaram o acesso dos atuais servidores estáveis a uma política que prega a qualidade da educação? Qual foi a valorização financeira de quem buscou formação continuada e pós-graduação, (especialização, mestrado e doutorado)? Será que algum professor se motivará a cursar uma pós-graduação, mesmo com bolsa de estudos, se o retorno financeiro no salário é irrisório? Como vislumbrar qualidade da educação sem a presença efetiva do professor? Podemos pensar na utilização da tecnologia como saída? Não sei.
  


A formação do professor e os novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina


A “Proposição de novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina, visão do CEE Conselho Estadual de Educação, sobre a avaliação da OCDE* é um documento de 2012, porém o movimento iniciou-se em 2007 com o intuito de promover estudos com especialistas da OCDE de caráter avaliativo para apontar deficiências e potencialidades da educação de Santa Catarina. As tratativas ocorreram nos anos posteriores, e em 2010 a OCDE retorna com o relatório final.
No que se refere à formação do professor e os novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina as recomendações que merecem destaque: “A SED deveria emitir um documento de referência sobre a formação docente tendo em vista a constatação de baixo status social, absenteísmo**, muitos professores horistas e baixa qualidade de muitos cursos de formação docente; o currículo é pesado demais e não há disponibilidade para atividades de iniciativa local. Isto pode ser traduzido no que se diz: “menos é mais”. É melhor relacionar menos conteúdos no currículo, mas ter a certeza de que o ensino é pertinente.
Além dessas seguem outras orientações: “Santa Catarina participará do PISA 2012 (juntamente com mais 67 países), é imperativo que a SED e o CEE mudem o foco da atenção, atuando para que os processos gerem efetivos resultados, buscando formas efetivas de melhorar a aprendizagem dos alunos, que é a meta principal; em relação à educação profissional e tecnológica, destaca-se a necessidade de mais cuidado com a orientação vocacional; em relação à educação superior, é necessário melhorar a garantia da qualidade, que parece estar mais preocupada com as questões burocráticas do que com a melhoria dos resultados e de sua relevância, além de mais atenção que deveria ser dada, também, à internacionalização; Santa Catarina deveria desenvolver uma política abrangente e uma estrutura de gestão baseadas na capacidade de algumas instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação para avaliar e monitorar o resultado das iniciativas nessa área.
Agora vou destacar algumas constatações quanto ao quadro de professores focadas na formação de professores e gestores: a sistemática de ingresso dos candidatos aos cursos de licenciatura não é adequada nem contribui para um processo focado na formação de professores e gestores para o exercício do magistério; a formação inicial, assim entendidos todos os cursos de licenciatura, não é desenvolvida com o foco na escola, no aluno e na aprendizagem; a formação continuada, assim entendidos todos os cursos de aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado ou outros afins, que sucedem à primeira graduação, levados a efeito em serviço ou não, por sua vez, não vem sendo desenvolvida com base em programas elaborados à luz da avaliação de desempenho dos professores, dos processos de ensino e dos resultados da aprendizagem constatados nas escolas; as ações de formação continuada para professores e gestores são desconexas e vêm sendo desenvolvidas sem avaliação correspondente e, por extensão, seus resultados são duvidosos. Não há qualidade da educação sem qualidade dos professores.
Depois das constatações elencadas vieram os princípios e diretrizes, descritos assim: A formação de professores e de gestores educacionais, necessária para as novas demandas da educação básica e profissional, deve orientar-se pelos seguintes parâmetros: incentivo e motivação para a carreira do magistério; centralidade da formação em competências e habilidades relacionadas aos processos investigativos da área em que o professor irá atuar, associada à estreita convivência e imersão na comunidade escolar e nas práticas de ensino e aprendizagem; indissociabilidade entre conteúdos curriculares, reflexão e práticas referidas a contextos e vivências reais; pertinência dos conteúdos curriculares e das práticas pedagógicas das licenciaturas com os conteúdos e práticas pedagógicas desenvolvidos nos diversos segmentos de ensino da educação básica e profissional;  coerência dos processos formativos com o perfil requerido dos egressos e com as demandas da realidade educacional.
Diante disso, para superar os problemas constatados as recomendações para superar os problemas, a Comissão propõe: a) criação de parâmetros e estratégias de motivação profissional e salarial atrativos para candidatos à formação para o magistério; b) adoção de estratégias de seleção de candidatos ao magistério, por meio de instrumentos que avaliem condições, competências e habilidades específicas para o exercício do magistério; c) definição do perfil requerido dos professores que concluem os cursos de licenciatura correspondentes aos diversos segmentos de ensino – educação infantil, anos iniciais e anos finais do ensino fundamental, ensino médio, ensino técnico-profissional, educação especial, educação rural, educação indígena e alfabetização e educação de jovens e adultos, com base na realidade e demandas da educação básica e profissional; d) elaboração de currículo-base comum às licenciaturas para a formação inicial dos professores e gestores educacionais.
Muitas vezes compartilhei com os pares algumas reflexões neste sentido, mesmo desconhecendo tal documento, o que me deixa menos apreensiva. No entanto, por outro lado, fiquei surpresa com o teor da abordagem deste documento pois a Lei 668/2015 não contempla o que foi orientado pela OCDE. Em muitas pautas ocorreu exatamente o contrário. Por que mesmo foi chamado um grupo de avaliadores externos? Qual o objetivo desta avaliação, constatações e orientações? Se havia interesse em melhorar a qualidade da educação com base nas propostas deste documento, por que criaram a Lei 668/2015? O que significa formação continuada? Qual é a valorização financeira, os incentivos e a motivação para a carreira do magistério?

*OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico
**Absenteísmo: ou absentismo é um padrão habitual de ausências no processo de trabalho, dever ou obrigação, seja por falta ou atraso, falta de motivação ou devido a algum motivo interveniente. É usado também para designar a soma dos períodos de ausência de um funcionário de seu ambiente de trabalho.

  

sábado, 10 de agosto de 2019

Formação de professores: Metodologias ativas - Ressignificando o Trabalho Educativo Escolar



Mais uma parada para reflexão, no dia 17 de julho, com o objetivo de dar continuidade à formação de professores da rede pública estadual de SC. Para os professores que fazem parte da 6ª Gered/ Supervisão Regional de Educação de Concórdia com o tema de estudo Metodologias ativas - Ressignificando o Trabalho Educativo Escolar. O início dos trabalhos foi dado pelo Supervisor Regional de Educação, Paulo Rogério de Rossi e com a participação especial, em vídeo, pelo Secretário de Educação de Santa Catarina Natalino Uggioni, falando da importância da formação para os professores da Rede Estadual. 
Na parte da manhã aconteceu uma palestra sobre o tema Metodologias Ativas e BNCC, com os Professores da Universidade do Contestado, Professora Cristina Maria Agustini Moraes Ehrhardt e Professor Irineu José Vieira Jr. Cabe aqui ressaltar, conforme palestrantes, que lhes foi feito um pedido para “fazer diferente”. E realmente os palestrantes trouxeram coisas diferentes. O vídeo com a música do Pink Floyd – The Wall (legendado) foi uma boa reflexão para nós professores entendermos a importância da nossa prática pedagógica e as posturas que temos diante de nossos alunos. Uma bela cutucada para saber “Que professor sou eu e como posso ser melhor”.
Outra referência usada na palestra foi a avaliação da OCDE sobre a Educação Catarinense. Fui pesquisar para ampliar a minha percepção. A citação deste documento foi importante para a minha reflexão. Encontrei o documento “Proposição de novos rumos para a qualidade da educação em SC”. No documento aparecem os cinco primeiros temas propostos: “Formação do Professor e do Gestor Educacional; Valorização do Magistério; Currículo e Prática Pedagógica; Autonomia e Gestão da Escola; Organização e Gestão do Sistema Educacional e Estrutura Física e Técnica. Estes temas sustentam-se nos seguintes vetores: a) mudança no sistema de formação e de contratação dos professores e servidores; b) regime integral de trabalho dos professores por escola; c) educação básica e profissional como foco e objeto dos programas de formação inicial e continuada dos professores e d) autonomia e gestão da escola com foco nas atividades finalísticas”. (p.13)
Ao ler esse documento, na íntegra, que data de 2012, foi possível entender muitas ações dos gestores da educação nos últimos anos. Como estamos buscando fazer uma educação diferente, e supõe-se de qualidade, continuo com as observações que fiz em meus alfarrábios (bloco de notas do celular), sobre o dia 17 de julho. Se queremos avançar vamos inverter a sala com a dica da letra da música do Pink Floyd e convidar os gestores a pensarem: Que gestor sou eu e como posso ser melhor. Lembrando que somos todos gestores.
Outra fala da Professora Cristina que me chamou atenção, e que no entender, diante de tantas mudanças paradigmáticas em todos os campos do conhecimento, precisamos mudar a forma de usar as palavras, mesmo elas tendo sido usadas por um grande ícone das teorias cognitivas e aprendizagem, Jean Piaget. A professora Cristina falou em termos motivacionais, dizendo que precisamos pensar diferente, ressignificar mesmo sabendo que pensar dói, assim como dizia Piaget, precisamos pensar.
Foi nesse momento que me veio à mente outras práticas de educação e aprendizagem ultrapassadas, usadas por pais e professores. Quando alguma criança fazia alguma coisa errada era retirada do grupo tendo que ficar no “cantinho do pensamento” para compreender o que tinha feito de errado. De que forma essa criança vai gostar de pensar?
Então se precisamos pensar diferente, ressignificar, vamos começar e fazer diferente, sim. Vamos convidar todos a pensar porque pensar é maravilhoso, e também que é possível aprender e ensinar a como pensar. Diante de tantas informações pululando, é preciso aprender a barrar certos pensamentos e barulhos da mente, para focar no aprendizado coerente aos novos rumos da humanidade. Estamos na era digital, a velocidade da mudança das coisas é tão grande que a formação técnica já não será mais tão importante para as futuras profissões. Quem serão os profissionais do futuro com a educação que temos hoje nas escolas e nas universidades?

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

REFLEXÃO DOS ALUNOS - PRODUÇÕES






A CORRUPÇÃO NO BRASIL


O Texto da aluna Débora Borges, produção a partir das aulas de Geografia nas turmas das segundas séries do ensino médio. Turma: 2° I, está de acordo com o que diz a competência nº 6 "Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade".


Não precisamos ir muito longe para vermos corrupção. Ela está em nosso dia a dia, nos Municípios, nos Estados, no Distrito Federal, em todo o território nacional. Infelizmente, a corrupção no Brasil não é algo novo e talvez seja um dos maiores problemas atualmente, afetando o bem-estar da população. Há muito tempo se fala de desvios de verbas públicas, da corrupção de políticos, da lavagem de dinheiro, do pagamento de propinas, do abuso de poder, dentre outros meios que usam para desviar.
Diariamente, ao ligarmos a televisão ou mesmo ao conectarmos as redes de internet conseguimos assistir ou ler uma reportagem que retrata o assunto corrupção. Neste sentido, devemos usar todos os mecanismos de divulgação para coibir de alguma forma os corruptos, mostrar a eles que a população está ciente do que estão fazendo com o dinheiro público e tentar parar a corrupção.
O Brasil já enfrentou diversos casos envolvendo roubos, fraudes, falcatruas, principalmente, na classe política. Fatos ocorridos como, o “mensalão” a “lava jato”, são alguns exemplos da desonestidade dos políticos que, esperançosamente depositamos a nossa confiança.
A corrupção é considerada um fenômeno que não para de crescer em nosso país. Os eleitores estão descrentes, pois, a maioria dos casos não é solucionada pela justiça, pelo contrário, os processos acabam caindo no esquecimento. As punições devem ser mais severas devem ser discutidas e aprovadas em curto prazo.
A corrupção na política é causa dos problemas na distribuição de renda, na saúde e educação, pois os recursos que seriam destinados para essas áreas acabam indo para fins ilícitos, para bancar as falcatruas de alguns governantes. A sociedade está farta de tantas notícias sobre ao mau uso do dinheiro público que deveria ser usado pelos governantes em benefícios de todos os brasileiros.
Por tudo o que foi exposto, conclui-se que a corrupção é um mal que deve ser combatido em todas as esferas da sociedade, porque ela é a causa de várias injustiças neste país, ela é o motivo dos recursos, tão abundantes, serem utilizados de forma pródiga beneficiando uma pequena parcela da população em detrimento da maioria de brasileiros que vivem em situação de pobreza em um país tão rico.

MOREIRA, J.C.; SENE. E. Geografia para o ensino médio: Geografia Geral e do Brasil. Espaço geográfico e globalização. Vol. 1,2,3. São Paulo: Scipione 2017


Pobreza Extrema






A produção de texto da aluna Clara Roberta Mombach Leal,  a partir das aulas de Geografia nas turmas das segundas séries do ensino médio, da turma 2ª II, evidencia a competência nº 7 das 10 competências que serviram de referência para estruturação de toda a Base, desde a Educação Infantil até o fim do Ensino Médio.

"Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta."


Pobreza: “estado de pobre, falta daquilo que é necessário à subsistência; penúria”, segundo o dicionário. Também definida por nós como o estado de quem é pobre, ou seja, que não tem as condições básicas para garantir a sua sobrevivência com qualidade de vida e dignidade. A pobreza é uma condição de vida onde as pessoas passam por carência de bens e serviços essenciais para a vida, como alimentação, vestuário, cuidados com a saúde e instalação.
Há também outra categoria da pobreza, a pobreza extrema, que significa misériapobreza absolutadestituição ou penúria, e foi definida pelas Nações Unidas (ONU) em seu relatório de 1995 da Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social como “uma condição caracterizada por severa privação das necessidades humanas básicas, incluindo alimentos, água potável, instalações de saneamento, saúde, abrigo, educação e informação”.
Essa condição depende não apenas da renda, mas também do acesso aos serviços. O objetivo número 1 da ONU é a erradicação da pobreza: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”, diz o enunciado do pretensioso desafio. Quem circula pelas grandes cidades nos dias atuais, enxerga um número enorme de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Não são apenas pobres, são extremamente pobres. Muitos não conseguem sustentar a si mesmos e buscam ajuda de quem passa. Ser abordado no semáforo, nas ruas e nos demais locais públicos virou rotina. Essa é a face mais visível das pessoas que vivem em condição de miserabilidade.
De acordo com o Banco Mundial, mesmo nos países por ele designados "em desenvolvimento”, há um elevado percentual de pessoas pobres e extremamente pobres na população, sobretudo na África subsaariana e no sul da Ásia, regiões onde está a maioria dos "países menos desenvolvidos”. As pessoas consideradas pobres são as que vivem com renda inferior a 3,10 dólares PPC (sigla para Paridade do Poder de Compra) por dia, portanto, abaixo da linha de pobreza internacional, e as extremamente pobres, as que sobrevivem com menos de 1,90 dólar PPC por dia, no limite da miséria.
A pobreza é desigual entre os países, mesmo nas regiões onde se concentram mais pessoas pobres. A ONU criou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e usa a expressão "combate à pobreza", e não "ao subdesenvolvimento". Desenvolvimento e "subdesenvolvimento" são realidades opostas, porém inseparáveis, resultantes do processo de mundialização do capitalismo.
Desde as Grandes Navegações, houve transferência de riquezas das colônias para as metrópoles, fruto da exploração colonialista e depois imperialista, criando as condições para um desenvolvimento econômico desigual entre os países. A diferença de renda no mundo não era muito evidente no início da expansão colonial, mas foi aumentando ao longo do desenvolvimento do capitalismo e tornou- se muito acentuada no período contemporâneo. Entretanto, o rápido crescimento econômico que vem ocorrendo em diversos países em desenvolvimento desde os anos 1990 tem alterado essa situação.
Países emergentes, tais como China, Brasil, Rússia, Índia e México, levando em consideração aspectos como PIB, produção industrial, recursos naturais e potencial do mercado interno, são muitos mais ricos do que muitos países classificados como desenvolvidos. Porém, apesar de as elites desses países terem alto padrão de vida, o índice de desenvolvimento humano é inferior ao dos países desenvolvidos. Além disso, a infraestrutura produtiva (energia, telecomunicações, portos, rodovias, etc.) muitas vezes apresenta problemas.
Países do golfo pérsico, produtores de petróleo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, estão no grupo das nações de alta renda per capita. Entretanto, como a riqueza desses países se concentra nas mãos de uma minoria, eles não podem ser considerados desenvolvidos. O Brasil, país de renda média-alta, tem uma das piores distribuições de renda do mundo, de acordo com dados do Banco Mundial.
Com isso podemos dizer que o mundo é um só, apesar de ser dividido em diversos países; a humanidade é uma só, apesar da sua divisão em classes socioeconômicas. O Brasil pode se transformar num país sem preconceito e discriminações, para isso é preciso erradicar a miséria da alma e a pobreza financeira da população. O mundo é rico e abundante, o conhecimento produzido difundido e adquirido pela sociedade já é suficiente para munir satisfatoriamente toda a população do globo.

Fontes: ConJur - A pobreza extrema, a ONU e a Constituição Federal; MOREIRA, J.C.; SENE. E. Geografia para o ensino médio: Geografia Geral e do Brasil. Espaço geográfico e globalização. Vol. 1,2,3. São Paulo: Scipione 2017 Wikipédia, Dicionário, Significados.



Pobreza extrema no Brasil

Seguindo com a proposta, segundo o MEC e da BNCC tem como objetivo garantir a formação integral dos indivíduos a partir de algumas competências que dizem respeito a formar cidadãos mais críticos, com capacidades diversas, do tipo: aprender a aprender, resolver problemas, autonomia para tomada de decisões, capazes de trabalhar em equipe, respeitar o outro, o pluralismo de ideias, que tenham a capacidade e argumentar e defender seu ponto de vista.  
Se para o século XXI e proposta é formação de cidadãos críticos, criativos, participativos e responsáveis, capazes de se comunicar, lidar com as próprias emoções e propor soluções para problemas e desafios aqui está um exemplo de reflexão com a Produção de texto do aluno Lucas Pauly 2ª Série do Ensino Médio Vespertino - EEB CARLOS FRIES.

   
           A desigualdade é um dos maiores problemas mundiais, e as diferenças de posses são preocupantes, a pobreza é um estado de miséria que causa sofrimentos por falta de alimentação, diretamente gera problemas de saúde que influenciam no aprendizado e consequentemente impedem uma profissionalização e condições de mudar a condição social. No Brasil, a pobreza vem desde o descobrimento, e está presente em toda a nossa história.
           Causas da pobreza no Brasil: A pobreza extrema no Brasil tem várias causas: Possuímos um histórico de colonização escravista que começou no descobrimento, e com o fim da escravidão os escravos libertos não tiveram compensação alguma por seu trabalho prestado, essas pessoas entraram em um contexto de extrema pobreza.
Esse fato, juntamente com o êxodo rural (migração do meio rural ao urbano) para as cidades desestruturadas fez diretamente com que a população pobre aumentasse durante o século XX. A pobreza tem aumentado e continua aumentando, com o crescimento demográfico, que tem sido bem maior nas camadas mais pobres que nas camadas mais ricas, e a falta de capacidade de nos ajustarmos às mudanças tecnológicas do mundo.

A POBREZA E AS REGIÕES
   
No Brasil a pobreza pode ser percebida comparando as diferentes regiões de nosso território, as regiões norte e nordeste são as mais pobres, em decorrência da concentração política e econômica (indústrias) no Sul e no Sudeste. Maranhão, Piauí e Alagoas são os estados brasileiros com maior número de população em extrema pobreza.
           Em nosso país, 8% da população (aproximadamente 16 milhões) são considerados extremamente pobres, e metade dos extremamente pobres vivem no Nordeste, das 50 cidades mais pobres do Brasil, 26 delas estão no Maranhão. Cada país possui um critério para determinar a pobreza, o Brasil define através do Ministério do Desenvolvimento Social, baseado nas limitações financeiras de cada cidadão.
           São considerados pobres cidadãos que possuem uma renda mensal de até 140 reais, aproximadamente 1,90 R$ por dia. Quase 30 milhões de pessoas vivem no nível de extrema pobreza no Brasil atualmente.

CONSEQUÊNCIAS DA POBREZA EXTREMA

            Existem várias consequências que a pobreza acarreta, como a fome, doenças epidêmicas, discriminação e preconceito, violência, e pessoas desabrigadas sem moradia própria.
           A pobreza não gera a criminalidade em si, mas as pessoas carentes financeiramente e com pouco estudo tendem a cometer furto e tráfico.
Estamos longe de escapar desse cenário, a pobreza é um problema global e atinge tanto países desenvolvidos como países subdesenvolvidos.
Em 2017 o número de pessoas em extrema pobreza aumentou de maneira grave, alcançou 15,2 milhões de pessoas em estado crítico, segundo o IBGE o número subiu em todas as regiões do país, exceto o Norte que manteve estável. Com a intervenção do governo Lula, e os programas de transferência de rendas a pobreza no Brasil diminuiu, porém com a recente e atual crise econômica os números voltaram a crescer.
           Segundo a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um dos grandes problemas de pobreza extrema no Brasil é o desvio de dinheiro, lembra que a corrupção tem um efeito multiplicador, impedindo o desenvolvimento econômico e social do país, alimentando a pobreza e devorando o progresso.

SOLUÇÕES PARA A POBREZA EXTREMA EM NOSSO PAÍS:

           O estabelecimento de programas de seguro social, melhorias na educação e saúde pública, o cancelamento das dívidas dos países em desenvolvimento, eliminação das barreiras de importação para que os países com grande população pobre possam vender seus produtos de maneira mais fácil, e a construção de casas para os pobres. São medidas que devem ser tomadas para que todos possam ter acesso ao mínimo para viver com dignidade, pois quem tem fome não tem escolha.

FONTES: agenciabrasil.ebc.com.br; todamateria.com.br; guiadoestudante.com.br




Penso, logo existo?

  Penso, Logo Existo? (LAPIDAR O SER – 1998) Penso, logo existo? Existo? Então preciso pensar E produzir.   Bons pensamentos Perduram, Os ma...