terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Sobre o tema polêmico das SDRs, atuais ADRs e o novo governo.


Em qual momento surgiram essas secretarias espalhadas por todo os Estado? Com qual objetivo elas foram concebidas? Por que são alvos de tantas críticas? Por que promovem descontentamento na população com os gastos efetivos para serem mantidas esses órgãos governamentais?
Para oferecer uma pauta de reflexão, vamos buscar o contexto e configuração do que foi a descentralização governamental idealizada na campanha do candidato Luiz Henrique da Silveira para o governo do Estado de Santa Catarina nas eleições de 2002. Sua bandeira principal o chamado ‘’ plano 15’’, tendo como uma de suas metas lançadas no período, a necessidade de uma forte reestruturação, do governo do estado, que estava concentrado, e ausente do conjunto das regiões mais afastadas.
Com esta bandeira, alegando que o governo era autoritário e reprodutor das velhas práticas politiqueiras de submissão, via permissão de favores, como financiamento, convênios, isenções, o candidato Luiz Henrique derrotou o então governador Esperidião Amin e, além disso, emplacou dois mandatos consecutivos (2003-2006/2007-2010). Pelo visto o discurso foi somente para ganhar as eleições, pois as práticas eleitoreiras se reproduziram por muitos outros mandatos, onde o mesmo partido continuou no comando governamental.
Outro argumento utilizado que Santa Catarina havia se tornado um dos estados campeões nacionais no êxodo rural, causando crise urbana, por conta da ausência de políticas regionais de desenvolvimento agropecuário, ocasionando desemprego, subemprego, favelização, criminalidade. Além do aumento dos gastos do governo e o maior inchaço da máquina administrativa, outros graves problemas precisavam ser enfrentados, tais como a saúde pública e o aumento da criminalidade em certas áreas do estado, com destaque especial à própria Capital e às cidades de São José e Palhoça.
Isso sustentou a reestruturação político-administrativa proposta pelo governo de Luiz Henrique, que se baseou em quatro linhas básicas: a descentralização, a municipalização, a prioridade social e a modernização tecnológica. Ele acreditava que a melhor maneira de se fazer presente em todo o território estadual era operar a descentralização. Foi nesse intuito que o governo procurou redistribuir funções e criar novas secretarias e Conselhos de Desenvolvimento Regionais. Segundo o governo Luiz Henrique, a principal mudança trazida pela descentralização seria a transferência do poder de decisão para os catarinenses, por intermédios da atuação dos Conselhos de Desenvolvimento Regional.
No entanto, com o passar dos anos essas secretarias passaram a abrigar centenas de pessoas, como se fossem um “cabidão” de empregos de cargos comissionados e desvio de cargos efetivos de suas funções. Diante da situação em que se encontravam tais secretarias, foram alvo de muitas críticas. Com isso uma ação paliativa por parte do governo transformou as secretarias em ADR, e mais recentemente, algumas foram extintas. Porém ainda há muito descaso com o dinheiro público e muitos desafios financeiros a serem enfrentados. Quais serão as novas ações do próximo governo? O que teremos de novidade na administração da máquina pública? A velha prática política da velha política será suplantada e extinta?

FONTE de pesquisa e reflexão: COSTA, Sandro da Silveira. Santa Catarina – história, geografia, meio ambiente, turismo e atualidades. Cap. 12. Editora Postmix Florianópolis, 2011.





quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

LIXO ELETRÔNICO E QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL



Produção de áudio visual com
base no estudo:
Políticas ambientais
O mundo contemporâneo e a
questão ambiental
O desenvolvimento sustentável
EEB CARLOS FRIES
Turma: 1ª I
Alunos: Alex, Maicon, Marcos
e Willian.
´Pesquisa e produção de
imagens: Willian

QUARTA REVOLUÇÃO LIXO ELETRÔNICO 1ªII



Produção de áudio visual com
base no estudo:
Políticas ambientais
O mundo contemporâneo e a
questão ambiental
O desenvolvimento sustentável
EEB CARLOS FRIES
Turma: 1ª II
Alunos: Carlos, Gabriel,
Pedro e Silvio.
Produção de imagens: Carlos
Voz: Pedro

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

A 4ª revolução industrial e o lixo eletrônico.


                Dando sequência a reflexão da edição anterior, entro agora na questão. Quais são os perigos do cibermodelo? O cibermodelo está relacionado à Cibernética que é o estudo interdisciplinar da estrutura dos sistemas reguladores, desde suas origens e na sua evolução na segunda metade do século XX, a Cibernética igualmente aplicável aos sistemas físicos e sociais. Daí pode se entender por que nem todos veem o futuro com otimismo e as preocupações de muitos empresários com o "darwinismo tecnológico", onde aqueles que não se adaptam não conseguirão sobreviver.
         O que mais preocupa e na questão da desigualdade é a dos valores, pois no jogo do desenvolvimento tecnológico, sempre haverá perdedores. “Há um risco real de que a elite tecnocrática veja todos as mudanças que vêm como uma justificativa de seus valores", disse à BBC Elizabeth Garbee, pesquisadora da Escola para o Futuro da Inovação na Sociedade da Universidade Estatal do Arizona (ASU). A pesquisadora alerta que essa ideologia “limita muito as perspectivas que são trazidas à mesa na hora de tomar decisões (políticas), o que por sua vez aumenta a desigualdade que vemos no mundo hoje". Outro pesquisador, Ritter, considera que manter o status quo não é uma opção, precisamos de um debate fundamental sobre a forma e os objetivos desta nova economia e que deve haver um "debate democrático" em relação às mudanças tecnológicas.
Outros consideram que não se trata de uma quarta revolução, pois mesmo que haja muitas mudanças profundas ainda é muito recente, o conceito foi usado pela primeira vez em 1940 em um documento de uma revista de Harvard intitulado A Última Oportunidade dos Estados Unidos, que trazia um futuro sombrio para avanço da tecnologia e seu uso representa uma "preguiça intelectual", diz Garbee.
Ainda tem aqueles mais pragmáticos, que alertam sobre o aumento da desigualdade na distribuição de renda e trará consigo todo tipo de dilemas de segurança geopolítica. O mesmo Fórum Econômico Mundial reconhece que "os benefícios da abertura estão em risco" por causa de medidas protecionistas, especialmente barreiras não tarifárias do comércio mundial que foram exacerbadas desde a crise financeira de 2007: um desafio que a quarta revolução deverá enfrentar se quiser entregar o que promete.
"O entusiasmo não é infundado, essas tecnologias representam avanços assombrosos. Mas o entusiasmo não é desculpa para a ingenuidade e a história está infestada de exemplos de como a tecnologia passa por cima dos marcos sociais, éticos e políticos que precisamos para fazer bom uso dela", diz Garbee.
Partindo desse alerta, do avanço assombroso das tecnologias entramos no debate sobre a produção do lixo eletrônico. Como equacionar a produção exacerbada de produtos eletrônicos, o descarte e a reciclagem? Como equacionar a questão do lixo eletrônico com o meio ambiente? Precisamos conscientizar. Precisamos achar formas de preservar nosso meio de contaminações desnecessárias e prejudiciais à vida.
O lixo eletrônico (e-lixo) ou tecnológico, como o próprio nome indica, é aquele proveniente de materiais eletrônicos. Ele também é conhecido pela sigla RAEE (Resíduos de Aparelhos Eletroeletrônicos). Com o avanço da tecnologia no mundo moderno, há um excesso de lixo eletrônico os quais podem causar diversos impactos negativos no meio ambiente. O lixo eletrônico é produzido por materiais de origem inorgânica, por exemplo, cobre, alumínio, metais pesados (mercúrio, cádmio, berílio e chumbo). Eles podem comprometer o meio ambiente visto que são compostos por elementos muito poluentes os quais são absorvidos pelo solo e pelos lençóis freáticos comprometendo o equilíbrio ecológico. Além de poluir o ambiente, o contato com esses produtos pode acarretar em diversas doenças para os animais e os seres humanos.
Como proceder na reciclagem do lixo eletrônico? Estatísticas apontam que cerca de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são produzidos anualmente em todo o mundo, sendo que 10 milhões são reciclados na China. No entanto, vale notar que esse processo pode ser realizado pela exploração de pessoas, até mesmo de crianças e idosos. Um exemplo notório dessa exploração bem como do excesso de lixo eletrônico produzido no mundo é a cidade de Guiyu, na China, donde milhares de pessoas trabalham separando esses resíduos.
        Esse processo pode ser altamente perigoso para os seres humanos que o realizam visto os elementos presentes nesse tipo de lixo, ou seja, metais pesados e radioativos. Estudos apontam que o solo e os cursos de água da região já estão contaminados pelos produtos eletrônicos. Com o aumento da globalização e da tecnologia, novos aparelhos eletrônicos são lançados em curto espaço de tempo, o que leva as pessoas a trocarem seus aparelhos mesmo que ainda estejam funcionando.
FONTE de pesquisa e reflexão: https://www.bbc.com/portuguese/geral-37658309, https://www.todamateria.com.br/lixo-eletronico/



terça-feira, 13 de novembro de 2018

Como a 4ª revolução industrial pode afetar nossas vidas?

Resultado de imagem para quarta revolução industrial
Olhe ao seu entorno. O que pode ser observado em todo lugar? Está havendo uma transformação radical os robôs integrados em sistemas ciberfísicos são os responsáveis. Estudiosos, intelectuais, pesquisadores, cientistas e os economistas já denominaram de quarta revolução industrial. É um período marcado pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas que mudará o mundo como o conhecemos. Isso já é perceptível pois tudo está acontecendo velozmente e em grande escala.
É a tecnologia revolucionando a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos.  Conforme diz Klaus Schwab, autor do livro A Quarta Revolução Industrial, publicado no ano de 2016, “em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes".
Para os cidadãos comuns a engenharia genética e a neuroteconologia são duas áreas muito distantes. E são essas áreas que causarão um impacto maior no modo como somos e nos relacionamos, afetando o futuro do mercado de trabalho, bem como as desigualdades sociais e econômicas. As consequências serão sentidas também na segurança geopolítica e em tudo o que é considerado ético. Se trata de revolução, de mudança de paradigma. Não é apenas uma etapa do desenvolvimento tecnológico. "A quarta revolução industrial não é definida por um conjunto de tecnologias emergentes em si mesmas, mas a transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital (anterior)", diz Schwab, diretor executivo do Fórum Econômico Mundial e um dos principais entusiastas da "revolução".
Agora, a quarta mudança traz consigo uma tendência à automatização total das fábricas que ocorrem por meio de sistemas ciberfísicos, possíveis graças à internet das coisas e à computação na nuvem. São sistemas ciberfísicos, que combinam máquinas com processos digitais, capazes de tomar decisões descentralizadas e de cooperar - entre eles e com humanos - mediante a internet das coisas. Os teóricos afirmam que é uma fábrica verdadeiramente inteligente, com o princípio básico de criar redes inteligentes que poderão controlar a si mesmas. Alguns mais entusiastas remetem à Revolução 4.0, as nanotecnologias, neurotecnologias, robôs, inteligência artificial, biotecnologia, sistemas de armazenamento de energia, drones e impressoras 3D. Grandes descobertas que podem acabar com cinco milhões de vagas de trabalho nos 15 países mais industrializados do mundo.
Surge então o questionamento: a revolução é para quem? As mudanças acontecerão com mais rapidez nos países mais desenvolvidos, porém os especialistas destacam que as economias emergentes são as que mais podem se beneficiar. Schwab diz que a quarta revolução tem o potencial de elevar os níveis globais de rendimento e melhorar a qualidade de vida de populações inteiras. São as mesmas populações que se beneficiaram com a chegada do mundo digital - e a possibilidade de fazer pagamentos, escutar e pedir um táxi a partir de um celular antigo e barato.
Obviamente, o processo de transformação só beneficiará quem for capaz de inovar e se adaptar. "O futuro do emprego será feito por vagas que não existem, em indústrias que usam tecnologias novas, em condições planetárias que nenhum ser humano já experimentou", diz David Ritter, CEO do Greenpeace Austrália/Pacífico em uma coluna sobre a quarta revolução industrial para o jornal britânico The Guardian.
O que pensar? Como agir diante deste desafio de grande magnitude? Há um certo número de entusiastas. Uma pesquisa aponta que 70% de empresários têm expectativas positivas sobre a quarta revolução industrial. Ao menos esse é o resultado do último Barômetro Global de Inovação, uma pesquisa que compila opiniões de mais de 4.000 líderes e pessoas interessadas nas transformações em 23 países. 
Se há ainda assim, uma distribuição regional desigual onde os mercados emergentes da Ásia são os que estão adotando as transformações de uma forma mais intensa que os de economias mais desenvolvidas, nem todos veem o futuro com otimismo: as pesquisas refletem as preocupações de empresários com o "darwinismo tecnológico", onde aqueles que não se adaptam não conseguirão sobreviver. E se isso acontece a toda velocidade, como dizem os entusiastas da quarta revolução, o efeito pode ser mais devastador que aquele gerado pela terceira revolução.
FONTE de pesquisa e reflexão: https://www.bbc.com/portuguese/geral-37658309, https://www.todamateria.com.br/lixo-eletronico/


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Os governantes foram eleitos, e agora? O que é Democracia?


Democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo. A palavra democracia tem origem no grego demokratía que é composta por demos (que significa povo) e kratos (que significa poder). Neste sistema político, o poder é exercido pelo povo através do sufrágio universal. É um regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o povo, que elegem seus representantes por meio do voto. É um regime de governo que pode existir no sistema presidencialista, onde o presidente é o maior representante do povo, ou no sistema parlamentarista, onde existe o presidente eleito pelo povo e o primeiro ministro que toma as principais decisões políticas. (https://www.significados.com.br)



Nós professores das ciências humanas que defendemos o conhecimento e o acesso pleno e universal a todos, procuramos entender, exercer e apreciar todas as formas que oportunizam o exercício da cidadania no regime democrático no qual vivemos em nosso país. Nestes últimos meses percebemos a participação da população ativamente. Uns defendendo seus pontos de vista com mais intensidade que os outros, porém de alguma maneira a maioria esteve envolvida no processo de escolha dos nossos representantes.
Eu particularmente, vibrava com alegria diante de tantas manifestações populares em defesa dos direitos sociais das minorias, das ideologias, do coletivo e das massas, manifestando de todas as formas a expressão de sentimentos individuais. Isso é democracia. E que assim seja. Os governantes foram eleitos pela maioria dos votos contados. Para que continuemos aprendendo a viver democraticamente o segundo momento é o RESPEITO por este resultado.
Respeitar o resultado e continuar exercendo o papel cidadão. A mobilização por um Brasil melhor, por um Estado melhor precisa continuar. A contribuição de cada e um e de todos é no sentido de olhar para os poderes constituídos com confiança de que podem fazer o melhor. E neste olhar confiante fiscalizar e cobrar ações que possam destituir todas as falcatruas e descaminhos do dinheiro público. O maior problema a ser atacado é a corrupção. A velha política precisa ser suplantada e só homens de coragem são capazes de combater. 
Todas aquelas pessoas que acreditaram na possível mudança escolhendo os novos representantes, precisam no mínimo decidirem por serem melhores e agir em conformidade com suas manifestações de desconforto diante da má administração da máquina pública. Os que foram eleitos precisam ter pulso firme e combater o que não é benéfico para a sociedade.
Sendo servidora pública só espero o melhor e me proponho a continuar contribuindo. Nos quase 14 anos compondo o quadro do magistério de SC me orgulho de SERVIR com honestidade, com dedicação e sempre buscando aperfeiçoamento e qualificação, pois é nisso que acredito. Estamos vivendo a quarta revolução industrial, as informações são rápidas, tudo pode ser descoberto, tudo está interconectado. Então é melhor fazer a coisa certa. Que todos tenham essa consciência.

  

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Futuro governador, quais são as estratégias para a educação do nosso Estado?


Sendo professora na rede pública estadual a minha intenção com essa reflexão é que os leitores possam ter noção do que ocorre neste setor, bem como tornar público algumas questões para o futuro governador de Santa Catarina, e toda sua equipe de gestão. Imagino que a equipe gestora dos últimos anos da administração do nosso Estado, plantou algumas sementes procurando melhorar a educação, priorizando a qualidade em discursos propagados ao longo de tantos anos. São muitas vias desconexas. Será que aconteceu a efetiva qualificação de professores e alunos da rede pública?
O que aconteceu a partir da LEI COMPLEMENTAR Nº 668, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2015 que dispõe sobre o Quadro de Pessoal do Magistério Público Estadual, instituído pela Lei Complementar nº 1.139, de 1992? Por exemplo, no que se refere a ascensão funcional, (passagem do titular de cargo efetivo integrante do Quadro de Pessoal do Magistério Público Estadual, estável, de um nível de habilitação para outro superior). Em seu Art. 10, diz no § 2º que ocorrida a ascensão funcional, o titular de cargo efetivo integrante do Quadro de Pessoal do Magistério Público Estadual será transferido para o novo nível, em referência de vencimento imediatamente superior.
 Como interpretar esse texto? Qual é o resultado do texto deste parágrafo? O resultado significou um aumento de R$70,00 reais para aqueles professores que se dedicaram a um curso de mestrado de no mínimo dois anos. Alguém acredita que esse aumento é motivador? Será que os professores da rede que possuem carga horária de 40h e complementam sua carga horária na rede municipal ou na rede privada, possuem algum incentivo para continuar se aperfeiçoando?  
Eu cursei mestrado em educação e pensei que melhoraria a minha situação financeira... qual nada. O aumento que recebi foi de R$35,00, pois a minha carga horária estava reduzida de 40h para 20h. Que bacana né! Sob o meu ponto de vista, a partir de 2015 com a Lei 668, ao mesmo tempo que, os discursos dos gestores sinalizavam para uma formação continuada para os professores, retiraram dos mesmos a motivação, originando com isso, paralisação no quadro de professores. Por isso tantas críticas aos gestores que propagam educação de qualidade e criam leis que vão na contramão.
Desde 2015, as normativas que se seguiram obrigam professores a completar sua carga horária em outras escolas, muitas em outras cidades, distantes daquela que é lotado (a). Aqueles professores que não se submetem às regras, sua carga horária seria reduzida. Isso foi o que aconteceu comigo. Sabem por que eu não aceitei correr de uma escola para outra? Por que eu sempre prezei por educação de qualidade, professor com carga horária de 60h não tem condições de se dedicar a um planejamento adequado, não tem tempo de se dedicar a pesquisa, criar novas formas de ensinar, buscar outros materiais e muito menos tem condições de dar conta de tantos processos administrativos cobrados.
Pensei que depois de terminar o curso, com a quantidade de vagas sobrando na rede, pois faltam professores em todas as disciplinas e em todas as áreas, haveria possibilidade de aumentar a minha carga horária novamente. Mas... de novo não havia a quantidade de aulas de geografia suficientes para compor as 40h e nem outras disciplinas da área disponíveis na escola onde sou lotada. Mesmo tendo mestrado em educação, preferiram dar as aulas da minha área de ensino para outros professores Daí eu pergunto? De que maneira um professor que busca aperfeiçoamento, estuda, pesquisa e desenvolve uma dissertação de mais de 150 páginas pode se sentir valorizado no quadro do magistério? Bem, nem tudo é demasiado desolador (risos) o prêmio de consolo foi o aumento da carga horária de 20h para 30h.
Eu não sei qual será a estratégia do novo governo para o setor educacional. No entanto, não adianta construir megaestruturas físicas em todo Estado, tendo tanto espaço e tão poucos alunos. Não adianta ter escolas próximas oferecendo um currículo igual, contratando ACTs e professores que correm de uma cidade para outra para cumprir uma lei, mas que desqualificam a educação para os alunos, uma vez que estão estressados, cansados, e cheios de formulários para preencher e atividades extracurricular para cumprir.
A sociedade precisa saber e valorizar muito mais os professores. Tem muito professor competente e dedicado que não é valorizado e se sente afrontado em sua dignidade pela baixa remuneração e por tantos descaminhos burocráticos dos que exercem funções em cargos comissionados. Esses tantos, com o mesmo cargo de professor, possuem salários 3 vezes maior daqueles que estão efetivamente fazendo a diferença nas salas de aula. E ainda se acham na condição de dizer que a culpa é do professor.
PROFESSORES DE TODOS OS NÍVEIS DE ENSINO, PARABÉNS PELO SEU DIA! Que saibamos nos valorizar e elevar nossa autoestima curando nossa alma e nos fortalecendo no propósito de aprender e ensinar.

Penso, logo existo?

  Penso, Logo Existo? (LAPIDAR O SER – 1998) Penso, logo existo? Existo? Então preciso pensar E produzir.   Bons pensamentos Perduram, Os ma...