sexta-feira, 27 de setembro de 2019

EducAtivAção (Educar – ativar – ação) e o Ativismo quântico


Desde que passei a circular no campo da educação, atuando como professora e também sendo estudante em muitos cursos de formação continuada, o estudo, a observação, a reflexão e a ação fazem parte do cotidiano. Isso me inspirou a criar o termo EducAtivAção, que tanto serve para a minha vivência como estudante, como para a prática de ensino nas salas de aula.
Na minha pesquisa para escrever a dissertação de mestrado a metodologia utilizada foi com abordagem histórico-crítica e com enfoque no materialismo histórico com o intuito de fomentar outros debates e discussões. Na perspectiva histórico-crítica, a pesquisa deve ser vista como um campo dinâmico, crítico-dialético, em que o pesquisador constrói e reconstrói pontos de vista e novas atitudes, segundo OZGA, 2000.
Durante os dois anos do curso, imersa na proposta de investigação pude observar como ocorre a (des)integração do sistema de educação. O tempo de escola de uma criança inicia cada vez mais cedo. As famílias deixam os filhos aos cuidados de outras pessoas com meses de vida. Aqui é o primeiro passo para a desintegração.
O atual sistema de educação está dividido em níveis, desde a educação infantil, o ensino fundamental, fases iniciais e finais, depois passa para o ensino médio. O próximo nível é o ensino técnico ou graduação. Não temos como fugir da história individual, tampouco da história dos sujeitos envolvidos. Sou professora de geografia, atuo na rede estadual de educação básica, em uma escola localizada na região oeste de Santa Catarina e mestre em educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). Inserida nesta realidade está a proposta de compartilhar inquietações, dúvidas e incertezas que certamente são as mesmas de muitos estudantes do ensino médio.
São essas inquietações que me motivam a buscar novos estudos e novas propostas para uma vida pessoal e emocional equilibrada, para dar conta dos desafios diários de ser professora. No ensino médio, etapa final da “adolescência”, onde começam as dúvidas em relação ao futuro profissional, para a maioria, incerto e duvidoso, muito mais agora neste período de transição planetária e de transição paradigmática da ciência.
Conforme os novos horizontes apontados pela física quântica, na forma de seu famoso “efeito do observador” (como o ato de ver algo, por parte do observador, transforma possibilidades quânticas em experiências concretas na consciência dele mesmo), está nos forçando a mudar de paradigma, passando do paradigma da primazia da matéria para o da primazia da consciência”. (Amit Goswami)
Amit escreve na apresentação do seu livro O ativista quântico: O novo paradigma é abrangente; trata-se de uma ciência da espiritualidade que inclui a materialidade. Ativismo quântico é a ideia de transformarmos a nós mesmos e nossas sociedades segundo as mensagens transformadoras da física quântica e do novo paradigma.
Ao finalizar minha pesquisa no curso de mestrado, com fundamentação teórica no materialismo histórico, me senti numa encruzilhada. Como atuar na educação básica, numa sociedade altamente tecnológica, com seres humanos tão cheios de sentimentos, emoções, perspectivas e motivações voltadas para o consumo de bens materiais, e tendo que conviver com muitas outras pessoas, por horas a fio, em ambientes quadrados (sala de aula)?
Volto ao que Amit escreveu: “A ciência materialista, sem enfrentar desafios nas cinco últimas décadas, causou danos. Podemos alegar que nossas instituições sociais – capitalismo, democracia, educação liberal, instituições de saúde e de cura – estão enraizadas no idealismo ou, mesmo, na espiritualidade. Mas, atualmente, muito poucas dessas instituições podem ser chamadas de humanísticas, menos ainda de espirituais”.
E para compor a reflexão sobre a (des)integração do sistema de educação, mais uma observação de Amit: “O materialismo alterou tanto suas fisionomias que suas raízes espirituais quase não podem ser reconhecidas. Para nos mantermos vivos, dependemos de instituições que se valem das forças da separação, que, cada vez mais, estão se tornando o vento predominante da cultura mundial”.
As inquietações são constantes e procuro compartilhar para que mais pessoas se sintam convidadas a refletir, se sintam cutucadas e se for preciso romper com os paradigmas que já não se bastam, nem garantem o futuro mais atrativo e saudável da atual e das novas gerações.


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Valorização do magistério: Qual é o caminho?


Na edição anterior abordei a valorização do magistério com base na avaliação da OCDE e nas ações do governo anterior em relação a isso. Agora temos outro governo e outra equipe gestora na secretaria do estado. Segundo as notícias divulgadas no site da SED, nas redes sociais e as que nos chegam na escola, quais são as novidades?

Neste novo momento da educação catarinense a palavra-chave é educação inovadora, recebendo o título de Minha Nova Escola. Um programa lançado há um mês pelo Governo de Santa Catarina, que prevê R$ 1,2 bilhão em investimentos na educação, e que, conforme noticiado, já está se tornando realidade em unidades de ensino de todas as regiões catarinenses. “Até o momento, 456 unidades de ensino já receberam equipamentos de tecnologia, de um total de 611. São dispositivos como tablets, notebooks, computadores e lousas digitais”. Nas escolas que atuo ainda não recebemos nenhum equipamento citado. Podem estar a caminho, pois entre a divulgação e a distribuição para todas as escolas requer tempo e logística. 
Eis aí uma resposta aos meus questionamentos sobre a utilização da tecnologia como um caminho para a qualidade da educação. Certamente que sim, pois o uso das tecnologias melhora a comunicação, agiliza o preenchimento de documentos importantes, oportuniza a autonomia de todos envolvidos, melhora a qualidade das aulas com o uso de recursos e informações em tempo real. Tudo de bom para quem sabe como usar. 
Levando em consideração o plano de carreira instituído em 2015, outro questionamento levantado quanto a valorização financeira para quem sempre buscou formação continuada e pós-graduação, (especialização, mestrado e doutorado) e também quanto a motivação do professor para cursar uma pós-graduação, mesmo com bolsa de estudos, se o retorno financeiro no salário é irrisório.
Uma resposta pode ser encontrada em outra notícia divulgada no site. “R$ 94,7 milhões serão investidos em licenciaturas e pós-graduação para estimular a formação de educadores em Santa Catarina, com bolsas concedidas pelo programa Uniedu. Entre as novidades estão licenciaturas voltadas para comunidades quilombolas, indígenas, além de duas especializações com foco inovador. Nas demais licenciaturas estão cursos de Inglês, Química e Física”.
Ainda segundo o site “As inscrições para obtenção de bolsas de pós-graduação, do programa Bolsas Universitárias de Santa Catarina (UNIEDU), da Secretaria de Estado da Educação (SED), encerraram-se no último dia 21 de agosto com 936 inscritos em todo o Estado. Foram 194 inscrições para Especialização, sendo que estão disponíveis 100 bolsas; outras 448 inscrições para Mestrado, com 183 bolsas disponíveis; e 294 inscrições para Doutorado, com disponibilidade de 83 bolsas. Os projetos de pesquisa anexados pelos candidatos agora passam pelo processo de homologação, em que será verificado se as informações prestadas na inscrição estão de acordo com a documentação exigida”. Os números demonstram que há muito mais interessados do que bolsas oferecidas. Então parabéns aos professores que buscam melhorar sua performance com cursos de pós-graduação e formação continuada.
As ações voltadas para a qualificação do docente da rede estadual, conforme ressaltado no site, são iniciativas que preparam o educador para a nova educação que se apresenta em Santa Catarina, com o ensino médio integral, a adoção de um novo currículo base, e uma escola mais inovadora, que dá ao aluno uma formação contextualizada com a realidade. Os investimentos nestas formações para educadores já somam R$ 4,8 milhões e com o programa Minha Nova Escola, do Governo do Estado, prevê R$ 99,5 milhões de investimentos para cursos de qualificação e formação.
Esse programa está justificado no texto que destaca a importância do professor. “Dos muitos caminhos que levam a uma educação de qualidade, o papel do professor continua sendo central no processo de ensino e aprendizagem. Pesquisas apontam que o educador é determinante para o desempenho do estudante. Um desses estudos foi divulgado em 2013 pela Universidade Stanford e revelou que, enquanto o estudante com um docente despreparado aprende metade ou menos do que deveria no ano, aquele que tem bons professores aprende o equivalente a um ano a mais. Também de nada adianta uma escola bem equipada se o profissional não estiver preparado para usar a tecnologia da melhor maneira possível”.
Esse texto reflete e deixa claro que há reconhecimento do papel do professor como peça fundamental para uma educação de qualidade. Então, pensando na qualificação do docente da rede estadual, no programa Minha Nova Escola, o Governo do Estado, vai efetivar esse reconhecimento de que maneira? Com convicção, o reconhecimento e valorização dos professores só será reconhecimento real quando fizerem uma análise apurada do plano de carreira para resolver as distorções salariais. É um absurdo a falta de coerência e a discrepância que existe entre os valores dos vencimentos dos que atuam no mesmo cargo.
Se o caminho que leva à educação de qualidade, o professor é o centro do processo, neste mesmo viés, há aqueles que se dedicaram ao aperfeiçoamento profissional, porém o vencimento fica aquém daqueles que nunca saíram da sua zona de conforto. Há também uma comparação que demonstra a desvalorização do professor e pode ser percebida entre os servidores públicos do estado de áreas distintas. Qual é o valor de um servidor que possui pós-graduação em outra área e a do servidor da educação com a mesma pós-graduação? Será que os atuais e futuros professores da rede pública de educação podem contar com os novos gestores para a efetiva valorização (melhores salários) do professor que atua em sala de aula? Os dados da educação catarinense estão na palma da mão e quem quiser pode acessar no site http://www.sed.sc.gov.br/ .






quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Os novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina e a valorização do magistério.


Dando sequência a reflexão sobre a proposição dos novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina, conforme a avaliação da OCDE* no texto que tangencia a valorização do magistério e suas constatações.
De pronto o documento aponta que o “Estatuto do Magistério e o Plano de Carreira e de Cargos e Salários não valorizam nem estimulam a procura pela carreira do magistério. Além de manter o profissional da educação distanciado da maioria das profissões por se apresentarem mais vantajosas, não há estímulo à promoção por mérito e pela busca da competência profissional”. Perfeito e totalmente adequado à realidade vivenciada por quem se dedica à profissão professor.
Seguem expondo que “o Estatuto e o Plano de Carreira do Magistério tornaram-se um instrumento desmotivador frente a potenciais candidatos à carreira. Como se apresenta, a estrutura do Estado está a serviço dos servidores, na condição de seu empregador, deixando de ser visto como o espaço para o serviço público assumido por carreira centrada na competência técnica, a serviço da educação da sociedade”.
Segundo esta avaliação, os princípios e diretrizes devem estar “centrados e orientados para o êxito das atividades finalísticas, condições de trabalho e relevância social da ação educativa. Para tanto, faz-se necessário: estabelecimento de salário competitivo e níveis de promoção na carreira atrativos com base na avaliação de desempenho e mérito; valorização e incentivo à busca da competência e à qualidade dos resultados; maior nível de exigência em relação aos conhecimentos e às habilidades exigidos em  concursos e processos de seleção como requisito para ingresso e estabilidade na carreira ou contrato temporário, comprovados por meio de provas; definição de procedimentos para concurso público mediante critérios e parâmetros, sendo a nota 7,0 (sete) o nível mínimo para ingresso e estabilidade na carreira, dependendo do número de vagas; promoção funcional centrada no mérito e na avaliação de conhecimento e desempenho; atenção à saúde, autoestima e bem-estar pessoal, familiar e social.”
Após destacar os problemas, deveriam buscar ações e medidas para superação, dentre elas: elaboração de novo Estatuto do Magistério e de Plano de Carreira, Cargos e Salários com indicadores profissionais e salariais atrativos e competitivos; promoção de concurso público, preferencialmente a cada dois anos, com definição de vagas para ingresso na carreira, com base em novo Plano de Carreira e de Cargos e Salários; definição de sistemática que possibilite aos atuais servidores estáveis acesso ao novo Plano de Carreira e de Cargos e Salários; criação de um sistema de avaliação de conhecimento e de desempenho dos professores e dos gestores, associado à formação continuada, à progressão funcional e à valorização salarial; criação de programas de incentivo por escola, com base na avaliação de conhecimento, de desempenho e de qualidade dos resultados obtidos pelos professores e pelos gestores.
Outros apontamentos interessantes quanto a saúde e autoestima do professor com a criação de programas e também de valorização do papel do professor e da relevância social perante a sociedade. Depois de discorrer sobre esse ponto do documento citado dá até vontade de chorar. Ano passado divulgaram imagens de pessoas fazendo palestras em nome da atenção à saúde e à autoestima do professor, bem como alguns discursos de criação de programas de valorização do papel do professor e da relevância social perante a sociedade, mas qual foi o resultado?
Houve também orientações para a “criação de política de formação continuada associada à promoção na carreira docente, com base na avaliação de conhecimento e de desempenho, nas competências e nas habilidades requeridas e nos resultados da aprendizagem dos alunos’. De que maneira pode acontecer a promoção na carreira docente com base na avaliação do conhecimento e de desempenho? Nada ficou claro para os professores.
Outra ação elencada é ampliar “a comunicação, dos espaços de produção, da troca de produção, de experiências pedagógicas e de gestão entre SED, escolas e professores; definição do perfil e dos critérios para a formação dos gestores e para a ocupação e exercício do cargo de direção de escola”. Importante questão: a comunicação. Como foram definidos os perfis e como foram escolhidos os gestores de escola? Como se deu a formação dos gestores? De que maneira atuam esses gestores? Olhando para fora ou para dentro da escola? Qual é a percepção pedagógica dos gestores? De que maneira conduzem as ações relacionadas ao quadro de professores?
Por que é tão difícil pensar no professor como um ser humano, inserido na sociedade capitalista e que precisa se adequar aos novos paradigmas da educação? Por que acham que professores podem trabalhar três turnos, correr de uma escola para outra, planejar, explicar, executar, corrigir, lançar nota, entender a situação emocional do aluno, ser desrespeitado em sala de aula e fora dela, e ainda ser saudável, otimista e cheio de energia? Com base no “novo” Plano de Carreira e de Cargos e Salários implementado em 2015, de que maneira proporcionaram o acesso dos atuais servidores estáveis a uma política que prega a qualidade da educação? Qual foi a valorização financeira de quem buscou formação continuada e pós-graduação, (especialização, mestrado e doutorado)? Será que algum professor se motivará a cursar uma pós-graduação, mesmo com bolsa de estudos, se o retorno financeiro no salário é irrisório? Como vislumbrar qualidade da educação sem a presença efetiva do professor? Podemos pensar na utilização da tecnologia como saída? Não sei.
  


A formação do professor e os novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina


A “Proposição de novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina, visão do CEE Conselho Estadual de Educação, sobre a avaliação da OCDE* é um documento de 2012, porém o movimento iniciou-se em 2007 com o intuito de promover estudos com especialistas da OCDE de caráter avaliativo para apontar deficiências e potencialidades da educação de Santa Catarina. As tratativas ocorreram nos anos posteriores, e em 2010 a OCDE retorna com o relatório final.
No que se refere à formação do professor e os novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina as recomendações que merecem destaque: “A SED deveria emitir um documento de referência sobre a formação docente tendo em vista a constatação de baixo status social, absenteísmo**, muitos professores horistas e baixa qualidade de muitos cursos de formação docente; o currículo é pesado demais e não há disponibilidade para atividades de iniciativa local. Isto pode ser traduzido no que se diz: “menos é mais”. É melhor relacionar menos conteúdos no currículo, mas ter a certeza de que o ensino é pertinente.
Além dessas seguem outras orientações: “Santa Catarina participará do PISA 2012 (juntamente com mais 67 países), é imperativo que a SED e o CEE mudem o foco da atenção, atuando para que os processos gerem efetivos resultados, buscando formas efetivas de melhorar a aprendizagem dos alunos, que é a meta principal; em relação à educação profissional e tecnológica, destaca-se a necessidade de mais cuidado com a orientação vocacional; em relação à educação superior, é necessário melhorar a garantia da qualidade, que parece estar mais preocupada com as questões burocráticas do que com a melhoria dos resultados e de sua relevância, além de mais atenção que deveria ser dada, também, à internacionalização; Santa Catarina deveria desenvolver uma política abrangente e uma estrutura de gestão baseadas na capacidade de algumas instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação para avaliar e monitorar o resultado das iniciativas nessa área.
Agora vou destacar algumas constatações quanto ao quadro de professores focadas na formação de professores e gestores: a sistemática de ingresso dos candidatos aos cursos de licenciatura não é adequada nem contribui para um processo focado na formação de professores e gestores para o exercício do magistério; a formação inicial, assim entendidos todos os cursos de licenciatura, não é desenvolvida com o foco na escola, no aluno e na aprendizagem; a formação continuada, assim entendidos todos os cursos de aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado ou outros afins, que sucedem à primeira graduação, levados a efeito em serviço ou não, por sua vez, não vem sendo desenvolvida com base em programas elaborados à luz da avaliação de desempenho dos professores, dos processos de ensino e dos resultados da aprendizagem constatados nas escolas; as ações de formação continuada para professores e gestores são desconexas e vêm sendo desenvolvidas sem avaliação correspondente e, por extensão, seus resultados são duvidosos. Não há qualidade da educação sem qualidade dos professores.
Depois das constatações elencadas vieram os princípios e diretrizes, descritos assim: A formação de professores e de gestores educacionais, necessária para as novas demandas da educação básica e profissional, deve orientar-se pelos seguintes parâmetros: incentivo e motivação para a carreira do magistério; centralidade da formação em competências e habilidades relacionadas aos processos investigativos da área em que o professor irá atuar, associada à estreita convivência e imersão na comunidade escolar e nas práticas de ensino e aprendizagem; indissociabilidade entre conteúdos curriculares, reflexão e práticas referidas a contextos e vivências reais; pertinência dos conteúdos curriculares e das práticas pedagógicas das licenciaturas com os conteúdos e práticas pedagógicas desenvolvidos nos diversos segmentos de ensino da educação básica e profissional;  coerência dos processos formativos com o perfil requerido dos egressos e com as demandas da realidade educacional.
Diante disso, para superar os problemas constatados as recomendações para superar os problemas, a Comissão propõe: a) criação de parâmetros e estratégias de motivação profissional e salarial atrativos para candidatos à formação para o magistério; b) adoção de estratégias de seleção de candidatos ao magistério, por meio de instrumentos que avaliem condições, competências e habilidades específicas para o exercício do magistério; c) definição do perfil requerido dos professores que concluem os cursos de licenciatura correspondentes aos diversos segmentos de ensino – educação infantil, anos iniciais e anos finais do ensino fundamental, ensino médio, ensino técnico-profissional, educação especial, educação rural, educação indígena e alfabetização e educação de jovens e adultos, com base na realidade e demandas da educação básica e profissional; d) elaboração de currículo-base comum às licenciaturas para a formação inicial dos professores e gestores educacionais.
Muitas vezes compartilhei com os pares algumas reflexões neste sentido, mesmo desconhecendo tal documento, o que me deixa menos apreensiva. No entanto, por outro lado, fiquei surpresa com o teor da abordagem deste documento pois a Lei 668/2015 não contempla o que foi orientado pela OCDE. Em muitas pautas ocorreu exatamente o contrário. Por que mesmo foi chamado um grupo de avaliadores externos? Qual o objetivo desta avaliação, constatações e orientações? Se havia interesse em melhorar a qualidade da educação com base nas propostas deste documento, por que criaram a Lei 668/2015? O que significa formação continuada? Qual é a valorização financeira, os incentivos e a motivação para a carreira do magistério?

*OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico
**Absenteísmo: ou absentismo é um padrão habitual de ausências no processo de trabalho, dever ou obrigação, seja por falta ou atraso, falta de motivação ou devido a algum motivo interveniente. É usado também para designar a soma dos períodos de ausência de um funcionário de seu ambiente de trabalho.

  

sábado, 10 de agosto de 2019

Formação de professores: Metodologias ativas - Ressignificando o Trabalho Educativo Escolar



Mais uma parada para reflexão, no dia 17 de julho, com o objetivo de dar continuidade à formação de professores da rede pública estadual de SC. Para os professores que fazem parte da 6ª Gered/ Supervisão Regional de Educação de Concórdia com o tema de estudo Metodologias ativas - Ressignificando o Trabalho Educativo Escolar. O início dos trabalhos foi dado pelo Supervisor Regional de Educação, Paulo Rogério de Rossi e com a participação especial, em vídeo, pelo Secretário de Educação de Santa Catarina Natalino Uggioni, falando da importância da formação para os professores da Rede Estadual. 
Na parte da manhã aconteceu uma palestra sobre o tema Metodologias Ativas e BNCC, com os Professores da Universidade do Contestado, Professora Cristina Maria Agustini Moraes Ehrhardt e Professor Irineu José Vieira Jr. Cabe aqui ressaltar, conforme palestrantes, que lhes foi feito um pedido para “fazer diferente”. E realmente os palestrantes trouxeram coisas diferentes. O vídeo com a música do Pink Floyd – The Wall (legendado) foi uma boa reflexão para nós professores entendermos a importância da nossa prática pedagógica e as posturas que temos diante de nossos alunos. Uma bela cutucada para saber “Que professor sou eu e como posso ser melhor”.
Outra referência usada na palestra foi a avaliação da OCDE sobre a Educação Catarinense. Fui pesquisar para ampliar a minha percepção. A citação deste documento foi importante para a minha reflexão. Encontrei o documento “Proposição de novos rumos para a qualidade da educação em SC”. No documento aparecem os cinco primeiros temas propostos: “Formação do Professor e do Gestor Educacional; Valorização do Magistério; Currículo e Prática Pedagógica; Autonomia e Gestão da Escola; Organização e Gestão do Sistema Educacional e Estrutura Física e Técnica. Estes temas sustentam-se nos seguintes vetores: a) mudança no sistema de formação e de contratação dos professores e servidores; b) regime integral de trabalho dos professores por escola; c) educação básica e profissional como foco e objeto dos programas de formação inicial e continuada dos professores e d) autonomia e gestão da escola com foco nas atividades finalísticas”. (p.13)
Ao ler esse documento, na íntegra, que data de 2012, foi possível entender muitas ações dos gestores da educação nos últimos anos. Como estamos buscando fazer uma educação diferente, e supõe-se de qualidade, continuo com as observações que fiz em meus alfarrábios (bloco de notas do celular), sobre o dia 17 de julho. Se queremos avançar vamos inverter a sala com a dica da letra da música do Pink Floyd e convidar os gestores a pensarem: Que gestor sou eu e como posso ser melhor. Lembrando que somos todos gestores.
Outra fala da Professora Cristina que me chamou atenção, e que no entender, diante de tantas mudanças paradigmáticas em todos os campos do conhecimento, precisamos mudar a forma de usar as palavras, mesmo elas tendo sido usadas por um grande ícone das teorias cognitivas e aprendizagem, Jean Piaget. A professora Cristina falou em termos motivacionais, dizendo que precisamos pensar diferente, ressignificar mesmo sabendo que pensar dói, assim como dizia Piaget, precisamos pensar.
Foi nesse momento que me veio à mente outras práticas de educação e aprendizagem ultrapassadas, usadas por pais e professores. Quando alguma criança fazia alguma coisa errada era retirada do grupo tendo que ficar no “cantinho do pensamento” para compreender o que tinha feito de errado. De que forma essa criança vai gostar de pensar?
Então se precisamos pensar diferente, ressignificar, vamos começar e fazer diferente, sim. Vamos convidar todos a pensar porque pensar é maravilhoso, e também que é possível aprender e ensinar a como pensar. Diante de tantas informações pululando, é preciso aprender a barrar certos pensamentos e barulhos da mente, para focar no aprendizado coerente aos novos rumos da humanidade. Estamos na era digital, a velocidade da mudança das coisas é tão grande que a formação técnica já não será mais tão importante para as futuras profissões. Quem serão os profissionais do futuro com a educação que temos hoje nas escolas e nas universidades?

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

REFLEXÃO DOS ALUNOS - PRODUÇÕES






A CORRUPÇÃO NO BRASIL


O Texto da aluna Débora Borges, produção a partir das aulas de Geografia nas turmas das segundas séries do ensino médio. Turma: 2° I, está de acordo com o que diz a competência nº 6 "Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade".


Não precisamos ir muito longe para vermos corrupção. Ela está em nosso dia a dia, nos Municípios, nos Estados, no Distrito Federal, em todo o território nacional. Infelizmente, a corrupção no Brasil não é algo novo e talvez seja um dos maiores problemas atualmente, afetando o bem-estar da população. Há muito tempo se fala de desvios de verbas públicas, da corrupção de políticos, da lavagem de dinheiro, do pagamento de propinas, do abuso de poder, dentre outros meios que usam para desviar.
Diariamente, ao ligarmos a televisão ou mesmo ao conectarmos as redes de internet conseguimos assistir ou ler uma reportagem que retrata o assunto corrupção. Neste sentido, devemos usar todos os mecanismos de divulgação para coibir de alguma forma os corruptos, mostrar a eles que a população está ciente do que estão fazendo com o dinheiro público e tentar parar a corrupção.
O Brasil já enfrentou diversos casos envolvendo roubos, fraudes, falcatruas, principalmente, na classe política. Fatos ocorridos como, o “mensalão” a “lava jato”, são alguns exemplos da desonestidade dos políticos que, esperançosamente depositamos a nossa confiança.
A corrupção é considerada um fenômeno que não para de crescer em nosso país. Os eleitores estão descrentes, pois, a maioria dos casos não é solucionada pela justiça, pelo contrário, os processos acabam caindo no esquecimento. As punições devem ser mais severas devem ser discutidas e aprovadas em curto prazo.
A corrupção na política é causa dos problemas na distribuição de renda, na saúde e educação, pois os recursos que seriam destinados para essas áreas acabam indo para fins ilícitos, para bancar as falcatruas de alguns governantes. A sociedade está farta de tantas notícias sobre ao mau uso do dinheiro público que deveria ser usado pelos governantes em benefícios de todos os brasileiros.
Por tudo o que foi exposto, conclui-se que a corrupção é um mal que deve ser combatido em todas as esferas da sociedade, porque ela é a causa de várias injustiças neste país, ela é o motivo dos recursos, tão abundantes, serem utilizados de forma pródiga beneficiando uma pequena parcela da população em detrimento da maioria de brasileiros que vivem em situação de pobreza em um país tão rico.

MOREIRA, J.C.; SENE. E. Geografia para o ensino médio: Geografia Geral e do Brasil. Espaço geográfico e globalização. Vol. 1,2,3. São Paulo: Scipione 2017


Penso, logo existo?

  Penso, Logo Existo? (LAPIDAR O SER – 1998) Penso, logo existo? Existo? Então preciso pensar E produzir.   Bons pensamentos Perduram, Os ma...