terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Retrospectiva ano letivo 2020.

Estamos findando mais um ano letivo. Esse tão diferente, tão incomum e tão desafiador para todos nós. Fechamos o ano contabilizando 36 semanas de aulas não presenciais. Foram dias intensos, com muitas incertezas, com muita expectativa de que tudo voltasse ao que era antes. E cá estamos nós. Nos reinventamos na maneira de estudar. Em alguns momentos achávamos que não iríamos conseguir dar conta do recado. Porém, todos deram o seu melhor para atender ao que estava sendo solicitado em todos os níveis da educação. Estamos todos de parabéns!

Fazendo um apanhado geral de todos os conteúdos estudados, em geografia, é possível dizer que o ano 2020, apesar de todos os desafios, foi muito produtivo. Sou suspeita em dar opinião sobre o estudo da geografia, pois sou apaixonada por todos os temas possíveis de desenvolver em sala de aula. O encantamento é ainda maior quando consigo contagiar os estudantes.

A ciência geográfica, é o estudo do espaço que vai para além do planeta Terra. Podemos investigar a formação do nosso planeta, buscando as informações desde a sua constituição no sistema solar. Podemos entender como nosso planeta se formou num universo distante, de aproximadamente 13,7 bilhões de anos atrás, seus movimentos e satélites naturais, bem como ocorreu a conquista do espaço com as novas tecnologias descobertas para conhecê-lo.

Foi possível adentrar no estudo do nosso planeta a partir da representação espacial e os meios de orientação, introduzidos pelos conquistadores europeus, nos estudos de cartografia, projeções cartográficas, escala e outros elementos do mapa. E para a localização ser mais precisa surgiram as coordenadas geográficas e os fusos horários.

Mergulhamos na estrutura interna do Planeta Terra para entender a sua dinâmica, quais são os agentes internos formadores do relevo terrestre e para a constituição da crosta terrestre e os movimentos internos do planeta com suas consequências na superfície terrestre. Reconhecemos o ciclo de formação e os tipos das rochas, assim como os movimentos internos das placas tectônicas.

Depois retornamos para a crosta terrestre para entender as estruturas e formas de relevo, tanto do relevo continental quanto do relevo submarino, assim como, identificar as formações litorâneas, o relevo brasileiro e seus recursos minerais, classificando-os em seu grau de iimportância.

Estudamos sobre o nosso país, sua localização geográfica e divisão regional, olhando-o inserido no mundo, com base na estrutura da população e na economia, com destaque para os principais ramos de atividade econômica, incluindo as informais. E para ter uma noção de como se organiza a economia de um país, buscamos saber quais são indicadores sociais e econômicos.

De uma escala global para uma escala local, inserimos estudos sobre o nosso Estado Santa Catarina, sua localização, aspectos naturais e históricos, regionalizando em mesoregiões, para entender a colonização e a formação sociocultural. Partindo para a compreensão da economia e do modelo catarinense de desenvolvimento e da infraestrutura de Santa Catarina.

Outros temas de estudo da geografia, tratados de forma ampla são os processos de  industrialização e urbanização, que estão diretamente relacionados. Buscou-se historicizar as cidades, desde as primeiras até as contemporâneas. Trazendo também o estudo para o processo de urbanização brasileira, destacando os problemas ambientais urbanos. Para entender o processo de industrialização, viajamos pelo mundo para indentificar o quais são os tipos, a distribuição das indústrias e organização da produção industrial.

Entramos no processo de globalização para entender a economia globalizada e a economia policêntrica. Identificamos os fluxos da economia global e quais são as cidades mundiais que se destacam neste cenário. E conseguimos perceber que há a economia da desigualdade e da exclusão social, que faz aumentar a fome no mundo e as epidemias.

Diante disso buscamos entender o binômio, globalização x fragmentação, estudando os conflitos étnicos, nacionalismos, separatismo e minorias étnicas, o papel do estado no mundo atual e a cidadania. Trazendo para a reflexão conceitos e temas:  Competitividade, consumo, confusão de espíritos e os impactos do consumismo na sociedade, no meio ambiente e como afetam cada indivíduo.

O que afeta o meio ambiente é também tema de estudo da geografia. Importante o despertar para a consciência ambiental com a reutilização de produtos nocivos ao ambiente terrestre e aquático, como por exemplo, reciclar o óleo de cozinha usado para evitar que seja lançado na rede de esgoto; destinar adequadamente os resíduos de óleo de cozinha para que sejam utilizados na produção de sabão; e conscientizar os alunos no recolhimento do óleo de cozinha e de caixas de leite.

No intuito de tornar ainda mais atrativo, perpassamos conteúdos relacionados ao modo de vida atual e ao mundo do trabalho, abordando novos conceitos ligados a atividades econômicas voltadas para uma sociedade mais consciente que busca auto sustentabilidade.

Das economias desenvolvidas de industrialização precursora para as novas propostas de economia e sustentabilidade, para compreender a evolução destas por meio do desenvolvimento industrial descortinando outras perspectivas no mundo do trabalho. Ao ampliar a visão de mundo torna-se possível perceber os novos rumos da economia levando em consideração os conceitos atuais de sustentabilidade. A economia circular é a indústria no caminho do crescimento econômico sustentável com - Reuso - Compartilhamento - Manutenção - Remanufatura e Reciclagem.

Outro tema de estudo que pode surtir resultado positivo para as novas gerações é a agroecologia. Ao entender os conceitos que permeiam a agroecologia, em suas diversas vertentes, nos permitem traçar conexões entre práticas agrícolas e suas modalidades de influências nos processos de formação social e cultural locais, na dinâmica econômica, na problemática ambiental, dentre outros aspectos relevantes de toda ciência verdadeiramente preocupada com o futuro do planeta. Também entender como as antigas práticas podem melhorar a qualidade dos produtos colhidos no campo.

Depois de tantos desafios, só podemos agradecer. Agradecer aos desafios e a todo aprendizado. Gratidão a vocês alunos que estiveram firmes e fortes, realizando-se como apreendentes. Desejo a todos que continuem firmes no propósito de estudar e aprender tudo o que lhes é proporcionado. Cada um de vocês é uma grande edificação divina e todo conhecimento absorvido faz parte do alicerce para a construção de suas vidas.

Desejo a todos, muitos sonhos e conquistas exitosas. Que as luzes do Natal iluminem suas mentes e façam seus olhos enxergarem em seus professores, faróis constantes, com luzes flamejantes a Iluminar sempre os seus caminhos.

 

 


Consumo e competitividade: da economia linear para economia circular.

 

PRODUÇÃO TEXTUAL da aluna AMANDA DA COSTA SANTUCHES 2IV EEB CARLOS FRIES

 

Atualmente podemos definir como conceito de competitividade, a ideia que supõe ser um conflito de rivalidade no mercado global que busca sempre inovar e atualizar seus produtos para atender a uma clientela insatisfeita por novos produtos de mercado. Dessa forma, em termos econômicos, este critério traz a afirmação de que todos estão em busca de produzir e comprar o melhor, o que muitas vezes não significa estar atrelado a preços altos.

              Assim, a palavra competitividade está interligada com consumismo, onde o mercado global traça suas produções voltadas para uma geração conflituosa que está sempre à procura de comprar, não somente o que precisa, mas tem e parcela o supérfluo, ficando alienada a trabalhar cada vez mais para suprir suas vontades loucas, justificadas por necessidades humanas.

              Em relação ao modelo atual da economia mundial podemos definir como sendo um modelo linear, onde há a busca desenfreada por mercado fornecedor de matéria prima para poder suprir a produção das fábricas, que estão sempre com seus radares voltados à sociedade consumista e que não busca produtos voltados para um modelo mais sustentável.

Entretanto, não podemos negar que neste último século tem aparecido no mercado global estudiosos e empresários que defendem um modelo de produção voltado para inovação e sustentabilidade. Para exemplificar a mudança, podemos citar movimentos que ganham força em vários países, de forma a estudar os impactos que grandes empresas têm, independentemente de seu porte ou ramo de atuação, buscado junto aos empresários soluções e estratégias para tornar suas produções mais sustentáveis.

Assim sendo, podemos apontar como caminho para países extremamente exportadores, que estão no mercado global, medindo competitividade, onde muitas vezes se busca preço e não qualidade, relacionada ainda à responsabilidade social, muito embora estejam atreladas a estratégia de mercado, onde quem pode mais, chora menos, ou seja, liberdade de mercado, de oferta e procura. Porém, não podemos perder de vista o sonho de ter um mercado onde os futuros gestores mais conscientes busquem aliar produção de mercado com inovação, que deve estar diante do novo cenário, voltado ao desenvolvimento de processos e produtos menos poluentes e de encontro com a tão falada sustentabilidade.

A alta demanda das grandes empresas favorece a produção de lixos que se torna imensa, causando danos irreparáveis para o meio-ambiente, inconsequentemente apenas para fazer vontades e desejos fúteis do ser humano. A implantação da economia circular nos traria benefícios como o bem-estar, preservação da natureza e proteção ao meio-ambiente, mas não somente para grandes empresas, todas deveriam aderir à nova maneira de pensar no futuro.

Estudiosos afirmam estarmos à beira de um colapso de extinção em massa por causa da exploração excessiva dos recursos naturais. É dever de todos não somente proteger nosso planeta, mas também nos conscientizar sobre o consumismo e a grande vontade de preencher um vazio interior com objetos. Por isso a importância de saber informações sobre as empresas que compramos, pois muitas além de causarem grandes acúmulos de lixo, também têm trabalho escravo como outra maneira de ganhar dinheiro.

Somos vítimas da mídia e redes sociais por nos bombardearem com propagandas enganosas e esconderem a verdade sobre as empresas, mas a conscientização é pessoal. Vivemos desde sempre em um mundo capitalista, onde o sentido da vida é trabalhar para ganhar dinheiro para poder adquirir mais objetos caros e “melhores”. Está na hora de entendermos a diferença entre necessidade e desejo, só assim ajudaremos o meio-ambiente e empurraremos a economia circular à força para as grandes empresas. Buscando recursos que sejam mais sustentáveis, sabotando grandes empresas que resistem à mudança faremos alguma mudança em nosso planeta.

 

Economia circular: para compartilhar o conhecimento e convidar à reflexão.

 Estar professora no ensino médio é muito gratificante. É nesse momento da vida dos nossos jovens que podemos oportunizar reflexão sobre a importância de cada um no mundo e de como é possível observar nossos hábitos em relação à produção e consumo de produtos e mercadorias. Conscientes de tais hábitos é possível também trazer a consciência do ser mais saudável e mais funcional para si e para o meio em que vivemos.  

Nesse sentido, ofereço continuidade e extensão ao tema de estudo desenvolvido em sala de aula (ON LINE) à comunidade adepta à comunicação dos meios sociais, jornal impresso, jornal on line, blog e redes sociais (face book, Instagram). Quanto mais compartilharmos ideias de conservação dos recursos naturais e preservação das espécies, mais serão os sistemas saudáveis existentes.

Segue texto produzido pela aluna LUÍSE GAUER SCHULTE 3ªIV EEB CARLOS FRIES, que reflete seu estudo sobre o tema:

ECONOMIA CIRCULAR

A economia circular é uma nova forma de pensar o nosso futuro e como nos relacionamos com o planeta (substituindo a economia linear). Nela, materiais circulam para que seja extraído o máximo de seu valor como nutrientes técnicos ou biológicos em sistemas industriais integrados, restaurativos e regenerativos, e, portanto, cíclicos. Surgiu para tentar evitar o eminente colapso ambiental que acontecerá caso o assunto não comece a ser levado a sério e caso a economia linear continue sendo predominante, já que, nela, os recursos são utilizados como se nunca fossem acabar. Retiramos matéria prima da natureza, transformamos em produtos, distribuímos, consumimos e descartamos. Em longo prazo, tal sistema não se sustenta.

Assim, desenho intencional de novos produtos e processos possibilita o aproveitamento inteligente dos recursos que já se encontram em uso no processo produtivo, através de processos como reuso, manutenção, remanufatura e reciclagem, bem como a iniciativa do compartilhamento.

O reuso, evidentemente, é o conceito de usar um produto mais de uma vez. Por exemplo, é o ato de ir a algum estabelecimento e usar apenas um copo de plástico, e não vários, para cada vez que você beber água (apesar de que copos de plástico descartáveis nem deveriam ser usados, mas não vamos entrar nesse mérito).

A manutenção é o conceito de concertar um produto com defeito, em vez de descartá-lo e adquirir um novo. Por exemplo, levar seu celular com defeito à um profissional que possa arrumá-lo, em vez de jogá-lo fora e comprar outro.

A remanufatura é um processo similar à manutenção, mas em escala industrial. Nela, o produto defeituoso passa por um processo onde há etapas de desmontagens do produto, em sequência é feita a limpeza de suas peças, verifica-se o que é necessário reparar ou substituir já que peças podem estar danificadas, depois são realizados alguns testes para averiguar a qualidade do produto e, por fim, o produto é remontado e deverá estar em perfeitas condições de funcionamento como se fosse novo. No Brasil, é um conceito que aos poucos vem ganhando relevância, e é, portanto, um mercado em ascensão.

Todos os processos citados acima têm como benefícios o aumento da vida útil dos produtos, evitando o descarte excessivo, bem como a necessidade de produzir mais e mais produtos para substituir os descartados.

Ainda, a reciclagem é o processo em que há a transformação do resíduo sólido (lixo) que não seria aproveitado, com mudanças em seus estados físico, químico ou biológico, de modo a atribuir características ao resíduo para que ele se torne novamente matéria-prima ou produto. Por exemplo, o papel usado, que vai para a indústria, onde seu estado físico é alterado e vira matéria prima líquida, que é transformada em um novo papel.

Por último, o compartilhamento de produtos e serviços permite que estes possam ser usados por mais de uma pessoa simultaneamente, e, assim, diminuindo a demanda dos mesmos e fomentando a colaboração entre os indivíduos. Como exemplo, temos os aplicativos que oferecem caronas, como BlablaCar, WazeCarpool e Zumpy. Ou seja, compartilhamento de veículos, que diminui a frota, a demanda por novos carros e a poluição do ar.

 

Diante de tantos desafios na educação, ser professora neste momento, com estudantes tão dedicados, é motivo de orgulho e muita gratidão por tudo o que nos ensinam. Agradeço a todos que foram meus alunos no período de 2005 a 2020. Foram aprendizados incríveis que marcaram esse período dedicado à educação básica nas escolas EEB Carlos Fries e, mais recentemente, na EEB Carlos Chagas.   

Pós eleição, um ótimo tema para reflexão: economia circular

             Como será a gestão do desenvolvimento econômico de uma cidade, que levará ao desenvolvimento do estado, do país e do mundo? Em quais princípios econômicos estará vinculada? Para provocar um olhar atual vou discorrer sobre economia circular, definindo para entender sua importância e benefícios.

Diante de tantas questões de cuidados ambientais e humanos precisamos procurar outras formas de nos relacionarmos, entre si e com o meio em que vivemos. O primeiro passo é tomar consciência de que podemos fazer mais ao nos apropriarmos de alguns conceitos desenvolvidos no mundo.  

Vamos pensar na produção das milhares de toneladas de lixo que nós humanos produzimos. Dados demonstram que todos os anos, na União Europeia, são produzidos 2,5 mil milhões de toneladas de lixo, e pretendem atualizar sua legislação relativa à gestão de resíduos, para promover a mudança de uma economia linear para uma economia circular. Do que estão falando quando se referem à economia linear e à economia circular?

Economia linear se baseia no princípio de produção, utilização e descarte, e está alinhada ao aumento da população mundial, causa da procura crescente por matérias-primas, muitas delas escassas e finitas. A extração e a utilização destas matérias-primas aumentam o consumo de energia e as emissões de CO2 com um grande impacto no ambiente e muitos países são dependentes destas matérias-primas.

Em um sistema linear, o crescimento econômico depende do consumo de recursos finitos, o que traz o risco iminente de esgotamento de matérias-primas. Com menos recursos disponíveis, há custos cada vez mais elevados de extração, o que traz instabilidade e insegurança em relação ao futuro.

Além dos problemas associados à extração insustentável de recursos, ocorre também a contaminação decorrente da produção e descarte de produtos. O modelo linear gera um volume sem precedentes de resíduos inutilizados e potencialmente tóxicos para os seres humanos e os sistemas naturais.

Já a economia circular é um modelo de produção e de consumo que envolve a partilha, a reutilização, a reparação e a reciclagem de materiais e produtos existentes, alargando o ciclo de vida deles. Na prática, a economia circular implica a redução do desperdício ao mínimo. Quando um produto chega ao fim do seu ciclo de vida, os seus materiais são mantidos dentro da economia sempre que possível, podendo ser utilizados uma e outra vez, criando assim mais valor.

              Podemos identificar vários benefícios da economia circular, tais como, redução da pressão no ambiente; maior segurança no aprovisionamento de matérias-primas; aumento da competitividade e promoção da inovação, crescimento e emprego, também pode fornecer aos consumidores produtos mais duradouros e inovadores.

              O desenho intencional de novos produtos e processos possibilita o aproveitamento inteligente dos recursos que já se encontram em uso no processo produtivo. Os resíduos se tornam nutrientes em novos processos – e produtos ou materiais podem ser reparados, reutilizados, atualizados ou re-inseridos em novos ciclos com mesma qualidade ou superior, ao invés de serem jogados fora.

Este modelo parte do entendimento dos processos da natureza, e sua replicação em processos industriais, representando ao mesmo tempo uma ótima oportunidade para os negócios. Neste novo sistema industrial, entendemos que fluxos de materiais são de dois tipos: nutrientes biológicos, projetados para retornar à biosfera de forma segura; e nutrientes técnicos, que são projetados para circular em alta qualidade na tecnosfera, sem entrar na biosfera.

A economia circular é uma nova forma de pensar o nosso futuro e como nos relacionamos com o planeta, dissociando o crescimento econômico e o bem-estar humano do consumo crescente de novos recursos. Para isso, materiais circulam no máximo de seu valor como nutrientes técnicos ou biológicos em sistemas industriais integrados, restaurativos e regenerativos.

              A economia circular vem sendo construída dinamicamente nas últimas décadas e adotada por diversos setores da sociedade. Ela oferece um novo modelo de pensamento e organização social e econômica, com a capacidade de iluminar o desafio de transformação dos modelos atuais de desenvolvimento industrial e econômico. É uma ideia mobilizadora, que sinaliza a possibilidade de interações benéficas entre os seres humanos e o planeta, em uma visão positiva de futuro.

FONTE: https://www.ecycle.com.br/2853-economia-circular.html

O NÚMERO DE MULHERES NO CENÁRIO POLÍTICO É MENOR QUE O NÚMERO DE HOMENS?

 E por que não trazer para o debate este tema tão pertinente ao momento? Segundo o IBGE, o número de mulheres no Brasil é maior que o número de homens, porém, em contrapartida, o nosso país possui uma representatividade política feminina muito baixa, devido à exclusão histórica das mulheres na política. Desde o início dos tempos as mulheres vêm sendo inferiorizadas, economicamente, culturalmente, politicamente e intelectualmente. Mito presente em nossa sociedade desde o seu início até os dias de hoje?

Algumas pessoas apontam a “superioridade” masculina como algo natural, ou seja, “Os homens são socialmente superiores, pois são naturalmente superiores”, porém, a grande responsável por esse feito é a sociedade. Na sociedade primitiva as mulheres governavam a vida social dos demais, diferente dessa situação em que nos encontramos hoje. Os primatas não tinham nenhum sentimento opressor ou discriminatório. A sociedade primitiva era igualitária. A maternidade era vista por eles como um dom dos Deuses.

Devido a algumas atividades como a caça, os homens ficavam longe de suas aldeias por longos períodos, dessa forma, as mulheres acabaram por desenvolver outras práticas produtivas para sua sobrevivência como a agricultura. Dessa forma, elas acabaram conquistando certa emancipação dos homens, aumentaram-se os alimentos e consequentemente a população também. E por muito tempo, essa harmonia entre homens e mulheres foi realidade, conseguia ampliar sua sociedade, o bem-estar social, entre outros benefícios.

Podemos referenciar o povo ateniense, que, mesmo sendo a origem da democracia, reduziam a participação da mulher, era educada para o mundo doméstico e o pai escolhia seu marido. Após o casamento a subserviência feminina era destinada ao marido, e apesar das reformas políticas, não participavam das questões por serem consideradas inaptas para esse tipo de tarefa.

Na revolução agrícola, do período neolítico, as mulheres eram responsáveis pela coleta dos frutos e das raízes. Durante grande parte da história, a agricultura foi a principal ocupação, e as mulheres realizavam tarefas fisicamente exigentes, como moer grãos à mão com uma pedra, carregar água, recolher madeira, entre outras. Neste período já acumulavam atividades dentro e fora do lar.

No período da Primeira Revolução Industrial, século XVIII, ocorreu a transformação da economia agrária e artesanal para a economia industrial, redefinindo significativamente os papéis sociais de homens, mulheres e crianças. Ocorreu uma nova divisão do trabalho, onde o trabalho agrícola separou-se do trabalho industrial urbano, e o trabalho manual do trabalho intelectual. Até mesmo as invenções das mulheres, foram sendo apossadas por homens, os quais assumiam cargos mais importantes. Restou para a mulher, as funções biológicas, sendo excluídas da vida social. 

Um marco muito importante para a história, foi o direito ao voto, no Brasil aprovado pelo Decreto n° 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, diz que, “É eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma deste Código” (art.2). De lá para cá, muitas mudanças aconteceram. As mulheres saíram de suas casas, das atividades domésticas, dos cuidados com o lar, e passaram a conquistar, lentamente, direitos que lhes foram negados.

              Não podemos afirmar que há superioridade masculina ou feminina sem levar em conta os fatores históricos. No desenrolar da história tivemos períodos em que a superioridade feminina falava mais alto e momentos onde a supremacia esteve nas mãos masculinas. Dessa forma, é errado firmar um sexo como superior ou inferior, nossa sociedade não faz isso, porém, ela é exageradamente desigual.

              Essa breve retrospectiva para entender a pouca representatividade da mulher na política. No entanto podemos observar algumas pesquisas que demonstram avanços. Na Índia por exemplo, as Assembleias que elegeram mais mulheres acabaram tendo vários pontos positivos onde diminuiu a taxa de mortalidade, aumentou o número de alfabetização, dentre outros impactos. Isso se deve ao fato de elas focarem em políticas públicas que enfatizam a educação e a saúde. Há comprovações também quanto à corrupção. Quanto maior o número de mulheres em um parlamento, menor é o índice de corrupção.

              Outro estudo mostra que o Brasil é um dos piores países em termos de representatividade política feminina onde cerca de apenas uma em sete cadeiras de vereadores é ocupada por mulheres, e esses números podem ficar piores se levarmos em consideração o Congresso Nacional, onde apenas 10% de todo ele é constituído por “elas”.

              Por tudo o que vemos em nosso país, no que se refere à corrupção e a falta de políticas públicas consistentes para melhorar a participação das mulheres em todas as causas humanas, é fundamental que nos conscientizemos, e que tenhamos um olhar responsável para as mulheres que se dispõe a servir seus municípios se colocam à disposição para cargos políticos. Vamos eleger mulheres!

Aromaterapia: O que é, para que seve e como usar os óleos.

 Estou tão maravilhada com a aromaterapia que preciso continuar discorrendo sobre o tema. O que é aromaterapia: é uma técnica natural que utiliza o aroma e as partículas liberadas por diferentes óleos essenciais para estimular diferentes partes do cérebro. Para que serve? Para ajudar a aliviar os sintomas de ansiedade, insônia, depressão, asma ou resfriado. Serve também para promover o bem-estar e fortalecer as defesas do corpo físico e emocional.

É considerada uma terapia alternativa ou complementar, embora seja um tratamento bastante antigo, que surgiu da fitoterapia e que é comumente usada em conjunto com esta. É utilizada no tratamento das mais variadas enfermidades e desequilíbrios, sendo considerada uma terapia holística. A Aromaterapia deve, mesmo assim, ser empregada com cautela e de preferência, guiada por um profissional especializado, que saberá verificar as contraindicações, além de dosagens melhores formas de uso.

Indo mais a fundo, e para identificar as características dos óleos essenciais, precisamos saber a origem e a fabricação. Os óleos essenciais são substâncias voláteis extremamente concentradas, que possuem princípios ativos de acordo com suas composições químicas. Dependendo da planta, o óleo essencial terá características diferenciadas de aroma, cor e densidade. Os óleos essenciais podem ser usados diluídos em veículos carreadores sobre a pele, através de massagens, cremes, loções, gel ou puro, através da inalação.

Apesar de serem usados produtos naturais, é importante que a aromaterapia seja orientada por um naturopata ou outro profissional especializado, para saber qual o melhor óleo essencial a utilizar em cada caso. É preciso levar em consideração a forma de uso, pois devido a sua concentração pode provocar efeitos físicos, mentais e emocionais, alterando a respiração, os batimentos cardíacos, pressão arterial, estados de ânimo, concentração.

Quando algo emite um odor ou uma fragrância, moléculas da substância flutuam pelo ar e entram pelas narinas. Assim que chegam às narinas, essas moléculas são captadas pelos receptores olfativos que existem no nariz e o aroma é então processado no sistema olfativo do cérebro. O sistema olfativo é a região do cérebro conhecida por controlar nosso sentido do olfato. Assim que os neurônios (células nervosas) detectam o aroma, enviam sinais nervosos para o cérebro, que então pode identificar o odor.

Os sinais nervosos transmitem informações do sistema olfativo para o sistema límbico, a parte do cérebro onde são armazenadas as emoções e as lembranças. O sistema límbico então cria uma resposta com base nas lembranças ou emoções associadas com aquele aroma em particular.

Importante entender as funções do sistema olfativo e do sistema límbico. O sistema olfativo é a parte do cérebro responsável por controlar o sentido do olfato. E o sistema límbico é a parte do cérebro onde residem nossas memórias e emoções. Já os neurônios são as células especializadas (também conhecidas como células nervosas) que transmitem informações por meio de sinais. E os sinais nervosos, é o modo pelo qual os neurônios se comunicam entre si e transmitem informações uns aos outros.

Com isso podemos entender como o aroma cria uma resposta. Inicialmente o aroma é inalado e captado pelos receptores olfativos no nariz. Depois o aroma é processado no sistema olfativo (que controla o sentido do olfato). Para em seguida os neurônios (células nervosas) enviarem os sinais nervosos para o cérebro identificando o odor. Quando os sinais nervosos transmitem informações do sistema olfativo para o sistema límbico (onde são armazenadas as lembranças e as emoções) o sistema límbico produz uma resposta.

Cada pessoa é única, então as respostas variam de pessoa para pessoa. Praticamente todas as vezes que experimentamos um aroma, o cérebro faz uma conexão com base em uma lembrança ou experiência que tivemos com o odor (ou um odor semelhante). Por esse motivo, não há duas pessoas que tenham reação idêntica a um único aroma ou odor. Cada um de nós tem lembranças e experiências únicas, de modo que quando deparamos com um aroma, o cérebro faz uma conexão exclusiva e produz uma resposta personalizada. Porém, como alguns aromas contêm compostos químicos específicos conhecidos por produzirem um tipo generalizado de resposta (positiva ou negativa, calmante ou edificante), ainda é possível aproveitar o poder do aroma para provocar uma resposta desejada.

Essa é a ideia por trás do uso de óleos essenciais para propósitos diversos, tais como promover alívio e bem estar a quem utiliza, bem como motivação e concentração. Daí a importância de serem produzidos a partir de produtos naturais de boa procedência e qualidade. Para saber qual o melhor óleo essencial usar em cada caso específico é preciso estar sob orientação de um profissional especializado. Você pode descobrir que a aromaterapia pode melhorar a sua saúde de forma integral, pois é uma terapêutica que vem auxiliando várias pessoas no mundo todo.

Autoconhecimento e Autocuidado. Quem tem autoamor, se cuida.

 

Os movimentos no campo da educação estão voltados para uma visão integral do ser e está se evidenciando conceitos abordados em outras áreas. Tais conceitos, muitas vezes desconsiderados pela intelectualidade das ciências, devido a algum determinismo teórico, sem comprovações pelo método científico dominante, mas que levam em consideração outras formas de conhecimento. Eu que sempre amei e me dediquei ao conhecimento “fora da caixa”, por ser curiosa e dedicada ao autoconhecimento e autocuidado, fico só observando esses movimentos.  

Nos grupos de discussão da educação catarinense, que buscam elucidar caminhos a partir da BNCC para o currículo estadual do ensino médio, percebo que há uma tendência de incluir conceitos, já muito utilizados em outras áreas e que agora trazem para o debate. Aqui com outras denominações.

Por isso é tão interessante se perceber trilhando caminhos já trilhados, e que somente agora está sendo percorrido pelo grande grupo. Como é bom ver esse mundo se expandindo. Bem, pelo menos estou dentro deste novo contexto e posso contribuir de alguma maneira. Essa introdução foi para destacar uma das dez competências gerais da BNCC, a oitava: autoconhecimento e autocuidado, e na sequência discorrer sobre uma outra área que me encanta e faz parte das minhas buscas.

              Vou compartilhar mais uma das terapias maravilhosas que podem auxiliar nas mudanças físicas e emocionais de cada pessoa, desde que se permita o autoconhecimento e o autodesenvolvimento integral. Vou trazer algumas informações sobre aromaterapia, que é um ramo da fitoterapia, e consiste no uso de tratamento baseado no efeito que os aromas de plantas são capazes de provocar no indivíduo. De determinadas plantas aromáticas é extraído o óleo essencial a ser aplicado isoladamente ou em combinação com outros aromas, dependendo das enfermidades e do indivíduo. Esta é a ciência que explora o uso dos óleos das plantas para benefício da sociedade.

Então num momento tão atípico, onde a capacidade de nos sentirmos concentrados e motivados é essencial para o sucesso de qualquer atividade desempenhada, quer sejamos, um aluno da terceira série tentando terminar um problema de matemática, um homem de negócios tentando fechar um balanço, um artista criando uma nova obra ou um pai ou mãe atarefados tentando concluir uma longa lista de tarefas, precisamos de alguma forma encontrar concentração, inspiração e entusiasmo suficientes para realizar tais atividades.

Inseridos neste contexto, nosso humor e nossas emoções são fatores muito importantes quando se trata de nos sentirmos concentrados e motivados. Na maioria dos casos, nossas emoções trabalham em nosso favor para ajudar-nos a realizar a tarefa em questão, ou então, tornam-se um obstáculo em nosso caminho, nos atrapalhando.

Todos os dias lidamos com experiências, decisões e fatores externos que podem moldar e influenciar nosso humor. Como seres humanos, nunca conseguimos escapar completamente ao impacto das emoções e, caracteristicamente, nossas emoções exercem uma influência significativa em nosso humor, nosso senso de motivação, nosso comportamento e modo de pensar. Experimentamos dezenas de emoções negativas e positivas em um único dia, e nossas respostas a essas emoções determinam nosso humor em geral – que, por sua vez, pode desempenhar um papel muito importante em nossa capacidade de nos sentirmos concentrados e motivados.

Enquanto as emoções positivas e edificantes podem nos ajudar a ficar mais concentrados, motivados ou comprometidos com uma tarefa, as emoções negativas podem nos deixar desanimados, desinteressados ou confusos, limitando assim nossa capacidade de prosseguir. Embora a maneira pela qual o cérebro processa os aromas seja algo complexo, existe uma explicação simples sobre como um aroma específico pode provocar em nós uma resposta.

Existem muitas soluções para promover a concentração e a motivação, sendo algumas mais eficazes que as outras. Como cada pessoa tem uma personalidade exclusiva e um conjunto diferente de experiências, as táticas que ajudam a promover a concentração e a motivação em uma pessoa podem não ser tão eficazes em outra. Também é importante lembrar que algumas pessoas têm mais dificuldade de concentração e motivação que outras. Algumas tarefas podem ser difíceis para algumas pessoas, enquanto são fáceis para outras.

Entre os muitos métodos para promover a motivação e a concentração, o uso de óleos essenciais tem o potencial de criar um ambiente edificante, energizante ou calmante que pode nos impelir rumo à realização, com sucesso, de importantes tarefas diárias.

              Com base nos estudos da aromaterapia, no uso diário dos óleos desde março deste ano, e nos mais variados depoimentos de pessoas, posso afirmar que essa terapia nos permite acessar memórias de bem estar, tranquilidade, saúde e alegria. Neste período que está sendo demasiado desafiador para muitos, eu agradeço por ter encontrado outras formas de criar caminhos neuronais, que me proporcionam equilíbrio e disposição, para desempenhar tantas atividades e funções ao mesmo tempo.

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Penso, logo existo?

  Penso, Logo Existo? (LAPIDAR O SER – 1998) Penso, logo existo? Existo? Então preciso pensar E produzir.   Bons pensamentos Perduram, Os ma...